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  • Henrique Correia

Mais "aperto" de medidas, menos empresas, mais "layoff" e mais desemprego


Especialistas do Infarmed dizem que dentro de duas semanas Portugal terá 14 mil casos de Covid-19 por dia. Um valor preocupante



A vacina é uma esperança mas o ano de 2021 é de mais luta pela vida e pelo futuro


Os excessos das pessoas e as tibiezas de algumas decisões dos governos dão nisto. A reunião que está a decorrer no Infarmed confirma maior mobilidade e efeito contagioso no Natal e no Fim do Ano, maior incidência da Covid-19 nas pessoas entre 29 e 39 e muitos jovens afetados. A transmissão comunitária existe no Norte e em Lisboa e Vale do Tejo. Especialistas dizem que haverá 14 mil casos por dia dentro duas semanas. Um valor preocupante.

Não era melhor termos termos menos festas? Não era melhor termos estado mais contidos nessas épocas? Não era melhor bebermos menos uma ou duas ponchas e ver neve ao longe? Não era melhor, na Região, termos testado a comunidade educativa, toda, alunos e tudo, em vez de testar professores e funcionários e dias depois fechar o terceiro ciclo e o secundário? Não era melhor, no continente, terem controlado mais mais aeroportos, como fez a Madeira em bom tempo, em vez fos passageiros andarem livremente "passeando" o vírus? Era melhor, mas não foi.

É preciso confinar, como em março, muito mais no continente do que na Madeira, mas confinar na mesma e numa parte do dia. É preciso, do ponto de vista sanitário, é preciso para salvar vidas, mas não podemos ter o melhor de dois mundos, pelo que tentamos salvar de um lado e "matar" do outro, sendo que o outro é a Economia, que já está a "morrer" aos poucos e que vai sofrer, de forma muito acentuada, com este novo regressar a casa.

E esta fase do confinamento é muito pior do que a anterior, onde os portugueses ainda não sabiam bem as consequências. Agora, já sabem. Já sabem que o resto da Saúde vai esperar, já sabem que as empresas, as que resistiram à primeira, não vão aguentar este novo impacto, além daquelas que já desapareceram, sendo que na Madeira a situação é particularmente grave em função do nosso tecido empresarial, assente nas micro empresas e com pouca folga de tesouraria, o que rapidanente resvala para a insolvência. Para não falar no Turismo, que já lançou milhares no desemprego, relevante numa Região onde o Turismo é a principal fonte da Economia.

Claro que há apoios, o "layoff" simplificado, nesta nova fase, passa a ser pago a 100%, o que constitui um factor importante, existem linhas para as empresas e para as famílias, e isso é positivo para este novo embate. Há as moratórias, que é mais ou menos empurrar o problema com a barriga, mas adiam ruturas até ver quem conseguirá pagar, muitos não vão conseguir. Mas muitos desses apoios só vão resolver no curto prazo, o futuro a médio e longo prazo será tudo menos positivo, mesmo sem querermos ter visões catastrofistas, mas sim realistas. Muitas empresas já desapareceram, outras se seguirão, e isto também não dá saúde a ninguém.

Lutamos para não morrer da doença. Mas não podemos correr o risco de morrer da cura. É importante que sejamos, cada vez mais, assertivos nesta ação global, conjunta, onde cada um tem a sua responsabilidade, cidadãos e governos.

O que é a nossa luta? O que é que nunca podemos perder de vista? A vida, a esperança, o futuro...



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