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Marcelo "empurra" Costa para o bem e para o mal ao segurar o ministro

Foto do escritor: Henrique Correia
Henrique Correia
30 de jun. de 2022
1 min de leitura


Escolhe a equipa, escolhe segurar o ministro, assume o resultado dessa opção.




O primeiro-ministro segurou o ministro Pedro Nuno Santos depois de lhe tirar o tapete ao revogar um despacho sobre o futuro aeroporto de Lisboa. 0 ministro foi desautorizado, mas assumiu que por sua culpa houve falha de comunicação e um momento infeliz. Pediu desculpa, ficou fragilizado, mas mantém-se no governo. Como? Com que legitimidade? Com que autoridade, num dossier tão importante, depois da ocorrência de um episódio que veio a ser inconsequente. A decidir nada, fica frágil o ministro e fica frágil o primeiro-ministro. Ainda é cedo para saber a consequência desta decisão.

O Presidente da República já reagiu e não deixou grandes dúvidas quanto à responsabilidade de António Costa. Escolhe a equipa, escolhe segurar o ministro, assume o resultado dessa opção, para o bem e para o mal. Clarinho como água. Marcelo "lava as mãos" e põe a pressão toda em Costa, que lá terá que apresentar resultados num assunto determinante para o futuro do País.

Esta realidade coloca o Governo de Costa numa pressão inesperada, sobretudo depois da maioria absoluta que prometia garantia suficiente de estabilidade. Além disso, este quadro surge em vésperas do congresso do PSD e Luís Montenegro não poderia ter outra oportunidade tão boa para começar a fazer oposição ao PS.

 
 
 

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