Margarida Pocinho não deve regressar à CMF; substituta não estava a seguir na lista

A política não é propriamente a "zona de conforto" de Margarida Pocinho, muito menos uma política de "faz de conta" onde a função carateriza-se mais pelo assessório em prejuízo do essencial.

A Câmara Municipal do Funchal anunciou hoje ter aprovado o pedido de suspensão de mandato da vereadora Margarida Pocinho, do CDS, por 120 dias. Até 4 de agosto está de baixa médica, refere uma nota autárquica.
A informação acrescenta que no lugar de Margarida Pocinho entra a engenheira Cristina Isabel Costa, "sendo que estava indicada pelo CDS na coligação ‘ Funchal Frente à Sempre’, a seguir da lista".
Mas neste enquadramento público, nem tudo foi revelado. Sabe-se que os contornos que levaram Margarida Pocinho a pedir suspensão de mandato não são tão pacíficos e resultam de algumas situações que, noutros contextos, têm colocado os representantes do CDS numa posição muito secundarizada na componente executiva da coligação com o PSD, muitas vezes de corpo presente e apenas para cumprimento do compromisso assumido pelos partidos, mas que na prática, tem deixado o CDS com um papel consideravelmente reduzido.
No caso de Margarida Pocinho, a realidade prende-se com o perfil, com o conhecimento e com a capacidade de formação, que se enquadra muito mais na sua experiência universitária, onde é docente na UMa, bem como com o importante papel na orientação de jovens em ações formativas em vários países europeus. A política não é propriamente a "zona de conforto" de Margarida Pocinho, muito menos uma política de "faz de conta" onde a função carateriza-se mais pelo assessório em prejuízo do essencial.
Esta inadaptação a uma realidade acabou por contribuir para esta decisão, sabendo-se que apesar de uma licença por 120 dias, dificilmente Margarida Pocinho voltará à Câmara do Funchal.
Para o seu lugar na vereação da CMF, Rui Barreto deu indicação de Cristina Isabel Costa, natural de Aveiro, que pertence aos quadros da secretaria de Mar e Pescas, sendo que foi a única candidata no concurso de acesso. Mas ao contrário do que refere a nota da Câmara, não era o nome a seguir indicado pelo CDS na lista do Funchal Sempre à Frente. A seguir, na realidade, estava Filipe Spinola Correia, que é executivo na Junta de Freguesia de São Martinho e apesar de por lei não poder exercer dois cargos executivos, poderia ter optado pelo lugar na Câmara do Funchal, mas não foi esse o desejo da liderança do partido depois de Barreto articular decisões com Pedro Calado.



Comentários