Membro do CDS chumba Orçamento do PSD/CDS; Calado "manda" CDS resolver

António Jorge Pinto (CDS) vota contra o Orçamento do PSD/CDS e Calado diz que é um problema para o CDS resolver internamente mas a coligação não está em causa.

Jorge Pinto não se revê no Orçamento de São Gonçalo para 2022 e votou contra. O Orçamento foi chumbado.
A Junta de Freguesia de São Gonçalo, agora liderada pela coligação PSD/CDS, sofreu um "rombo" esta semana com o chumbo do Orçamento pela mão "dissidente" do CDS, a primeira evidência pública de divergências que embora surgindo noutros contextos da governação regional e local, têm ocorrido em plano mais reservado e nunca com esta visibilidade política.
A reação de Pedro Calado, o presidente da Câmara do Funchal, coloca a situação como devendo ser analisada pelo CDS, internamente, não se sabe com que intenção, mas não será de excluir uma posição firme contra o voto de António Jorge Pinto, que acaba de protagonizar um episódio que nem Rui Barreto nem Miguel Albuquerque estavam à espera. Pelas declarações de Calado, se António Jorge Pinto não se revê no projeto, o CDS deve avaliar. Ou seja, retirar confiança? Logo se saberá.
"Não está em causa o projeto de coligação. Neste momento, há um excelente relacionamento entre o PSD e o CDS, a coligação está mais sólida do que nunca. Isso foi uma atitude individual, pessoal e não passa disso mesmo”, disse Calado ao JM. O problema deve ser tratado internamente O voto contra do CDS “penaliza quem teve essa atitude e a atitude fica com as pessoas, mas o projeto mantém-se inalterado”, diz o líder camarário.
Também o PS reagiu sublinhando que o chumbo do orçamento da Junta de Freguesia de São Gonçalo "vem mostrar que a coligação que agora gere os destinos da freguesia – formada pelo PSD e o CDS – não está, afinal, de pedra e cal. Bastaram pouco mais de três meses para que comecem a ser evidentes as divisões entre os dois partidos, o que demonstra que, acima de tudo, quiseram foi chegar ao poder, custasse o que custasse".
Lembrou que ontem, o vogal indicado pelo CDS na coligação ‘Funchal Sempre à Frente’ juntou-se à restante oposição no voto contra o Orçamento, alegando que se mantém o mesmo plano de atividades que tanto foi criticado no passado e que os argumentos que serviram para votar contra o orçamento de 2021 são válidos para 2022. Esta foi a mesma razão pela qual os elementos do PS aprovaram o plano de atividades, mas rejeitaram o orçamento.
O socialista Paulo Bruno Ferreira, anterior presidente da Junta pela Coligação ‘Confiança’, lembra que "aquando da votação do orçamento para 2021, a oposição argumentou que a alocação de 18% das verbas para a manutenção e recuperação de espaços públicos representava um valor reduzido, mas constata que o documento apresentado pelo novo executivo reservava para este efeito apenas 12% das verbas. «Esta situação demonstra a incoerência latente na passagem da oposição a executivo"..



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