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  • Henrique Correia

Memorial no Largo da Fonte depois dos cortes pela raiz


Miguel Gouveia: "Além da replantação de árvores, esse projeto contará, igualmente, com um memorial às vítimas de 2017, porque não podemos esquecer a nossa História."




Quatro anos depois e o Largo da Fonte volta a ser notícia pelas piores e pelas melhores razões. As piores porque caíram galhos, as melhores porque à conta disso, foram finalmente tomadas medidas firmes. O chamado cortar o mal pela raiz.

Depois da queda de uma árvore, no dia do Monte, num trágico 15 de agosto, onde 13 pessoas perderam a vida, estamos em 2021 e a queda de um galho de grandes proporções fez reabrir todas as feridas desse dia, desta vez com um ferido e com a sensação que poderia ter sido bem pior.

O presidente da Câmara ouviu das boas quando subiu ao Monte. Em 2917 era Cafôfo. E talvez por ter havido muitos estudos, muitas avaliações e muitas responsabilidades pedidas, desta vez, com Miguel Gouveia, foi primeiro corta-se e depois estuda-se. Uma forma de cortar o mal sem perder tempo. Árvores há muitas, vidas não. Era o que Cafôfo deveria ter feito em 2917.

Esta sexta-feira, Miguel Gouveia voltou a subir ao Largo da Fonte para ver o trabalho feito. Mais do que o passado, para projetar o futuro, como disse, "com a requalificação deste espaço, e sendo este um espaço incontornável da nossa cidade, onde a História se funde com o romantismo do Monte, será feita uma requalificação paisagística alargada e adequada.”

Miguel Gouveia anuncia um Largo seguro para um Monte seguro. E um memorial em homenagem às vítimas de 2917. “É isso que já estamos neste momento a promover, com um levantamento topográfico integral do espaço e procurando, com a consulta a três especialistas em arquitetura paisagística diferentes, que tenham no seu portefólio intervenções semelhantes, promover um projeto para este espaço, que preserve a sua identidade. Além da replantação de árvores, esse projeto contará, igualmente, com um memorial às vítimas de 2017, porque não podemos esquecer a nossa História."

"O Largo da Fonte e o Monte não vão perder a sua reputação turística, pelo contrário, verão reforçado em breve aquele que é um dos maiores ativos do Funchal e da Madeira, que é sermos um destino seguro", concluiu.





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