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Menos testes contrariam "vozes oficiais"; Cafôfo diz que é propaganda sem limites

Foto do escritor: Henrique Correia
Henrique Correia
16 de fev. de 2021
2 min de leitura

Líder socialista reagiu no Facebook a notícia do DN sobre uma menor testagem no laboratório do SESARAM: "Estão mais interessados em apresentar “bons” números diários ou em controlar a pandemia?"Líder


No dia em que o País aumenta a testagem com alargamento aos contactos de baixo risco, o DN Funchal publica uma reportagem dando conta que o laboratório do Serviço Regional de Saúde está a testar menos do recomendado e menos do que tem sido divulgado, quer pelo presidente do Governo, quer pelo secretário da Saúde. O matutino diz ter fontes que trabalham na Unidade de Emergência em Saúde Pública, liderada pelo Dr. Maurício Melim, garantindo que nem todos os casos de elevado risco têm sido testados. Uma situação que, sem ter explicação plausível, é deveras preocupante, não só relativamente ao estado de testagem, mas também em relação às declarações, que a ser assim, deveriam reunir um maior rigor.

A par disto, do retrato hoje trazido pelo DN, temos algumas fontes médicas que confirmam uma menor testagem, dias com menos 500 testes, além de situações em que os casos positivos são enviados para casa e nunca mais recebem qualquer contacto nem conseguem contactar, acabando por sair e fazer a sua vida normalmente.

Na reportagem, o DN diz que, em média, o laboratório do SESARAM faz 1512 testes por dia e não os cerca de 3 mil que têm sido divulgados. Uma realidade que já mereceu reação por parte do líder do PS-M, Paulo Cafôfo, que na sua página do Facebook disse que "estão mais interessados em apresentar “bons” números diários ou em controlar a pandemia? A propaganda política não tem limites. A indecência também não, mas as consequências são mais do que as consequências política".

"Todos nos lembramos da mensagem repetida sobre a importância de “testar, testar, testar”. É preciso andar mais rápido do que o vírus e identificar rapidamente o máximo dos casos de infecção para quebrar as cadeias de transmissão. E, para isso, é preciso testar, testar muita gente e testar rápido para intervir rápido", acrescenta Cafôfo.

O líder socialista lembra que "a DGS actualizou as suas orientações, no sentido de reforçar e alargar as indicações para a realização de testes, alargando a utilização de testes laboratoriais a todos os contactos de alto e de baixo risco. Aqui na Madeira o Secretário já disse que não vai mudar nada, e sabemos que nem sequer todos os casos de risco elevado são testados..."

Face a esta realidade trazida a público por um órgão de comunicação social de referência, para a Região e muito particularmente para os políticos, incluindo-se o Governo, é urgente que a governação possa, com a brevidade que o assunto exige, vir a publico prestar esclarecimentos para tranquilizar a população. Deve haver uma razão.


Veja o que diz o DN nesta imagem da página publicada no Facebook de Paulo Cafôfo, sendo os "contornos" a vermelho da sua autoria.







 
 
 

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