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Menos verbas para o Funchal têm a ver com a devolução do IRS

henriquecorreia196
11 de out. de 2022
2 min de leitura

Pedro Calado: "O esforço financeiro que a CMF vai fazer para devolver 3,3 milhões de euros das verbas em sede do IRS aos munícipes é muito maior que o esforço do Estado dá 181 mil euros para ajudar o concelho do Funchal".





A Câmara do Funchal, juntas de freguesia à parte, vai receber menos dinheiro do Orçamento de Estado em 2023, como ontem demos conta, por comparação com 2022. Uma redução que ocorre por via da devolução do IRS aos munícipes, de 2,5%, envolvendo um valor superior aos 3 milhões de euros, o que não ocorreu este ano de 2022.

Hoje, Pedro Calado, o presidente da Câmara, reagiu dizendo que há “um empobrecimento”, ao comparar as verbas de 2022 face às verbas do OE para o próximo ano, sublinhando que a autarquia do Funchal terá apenas um aumento de 1,5%, o equivalente a 181 mil euros.

Um valor que segundo afirma o Presidente da Câmara Municipal do Funchal "fica muito aquém do desejado", sublinhando que esperava uma solidariedade do Estado muito maior. “Quando no OE de 2022 está contemplado uma inflação de 7,4% e nas verbas que nos são enviadas através do Fundo de Equilíbrio Financeiro (FEF) e do Fundo Social Municipal (FSM) se prevê uma transferência de apenas 1,5%, um aumento de 181 mil euros, significa que nestas duas rubricas do OE, a CMF vai perder 5% no próximo ano, porque o aumento de 1,5 % é inferior à taxa de inflação de 4% prevista para 2023, ou seja o contributo do Estado é manifestamente insuficiente face aos acréscimos de custos que nós vamos ter no próximo ano”.

Pedro Calado diz que a grande diferença está no valor do IRS, isto porque a autarquia do Funchal deliberou fazer a devolução de 3,3 milhões de euros aos munícipes em 2023.

Ou seja, “o esforço financeiro que a CMF vai fazer para devolver 3,3 milhões de euros das verbas em sede do IRS aos munícipes é muito maior que o esforço do Estado dá 181 mil euros para ajudar o concelho do Funchal”. O presidente da autarquia refere que por esta “disparidade” se percebe a falta de empenho e de ajuda social do Governo Socialista perante o Município do Funchal.

Na opinião de Pedro Calado, este é um orçamento que vai reduzir poder de compra, vai ter menos salários reais, vai dar menos apoio às Câmaras e às Juntas de Freguesia".

 
 
 

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