Miguel Gouveia devolve "mimos" a Calado: seis meses de nada

"Se o actual presidente criticava a gestão anterior pelo caos no trânsito e a insegurança na cidade, só para citar alguns exemplos, o que dirá agora quando está aos olhos de todos os cidadãos que tudo tem piorado?”

A Coligação Confiança lembrou hoje que se assinala, esta semana, seis meses de mandato do novo executivo.
E Miguel Gouveia constata: "Além de inaugurar as obras deixadas no terreno pelo executivo anterior e rebaptizar iniciativas criadas anteriormente, pouco ou nada tem sido feito que beneficie o Funchal e os funchalenses".
“Se o actual presidente criticava a gestão anterior pelo caos no trânsito, a celeridade nos processos de urbanismo, a insegurança na cidade, só para citar alguns exemplos, o que dirá agora quando está aos olhos de todos os cidadãos que tudo tem piorado?”, questiona o vereador Miguel Silva Gouveia no final da reunião.
Também o Período Antes da Ordem do Dia (PAOD), como refere uma nota da Autarquia, kmereceu acesa troca de argumentos com algumas questões a causarem um manifesto desconforto no executivo, nomeadamente:
• Sobre o processo dos 5 milhões de euros de IRS que o Governo Regional deve à CMF, em que o município ganhou na primeira instância e que Pedro Calado, então vice-presidente do GR, recorreu da decisão por entender que não competia à Região transferir essa verba para as câmaras. Na resposta, o actual presidente, manifestou a incoerência ao afirmar que enquanto decisor político esgotará sempre todos os recursos possíveis, quando são públicos os vários acordos extrajudiciais firmados no governo regional.
• Sobre o aparecimento de uma mancha castanha no mar da Praia Formosa, o actual executivo confirmou que se trata de um fenómeno marítimo, atestando o bom funcionamento das redes de águas residuais municipais. Fica assim exposta mais uma crítica fraudulenta pelo PSD nos últimos anos, em que afirmava repetidamente o mau funcionamento das Estações Elevatórias da CMF.
• Sobre a evolução dos projectos vencedores do Orçamento Participativo, recebemos a informação que o executivo prepara-se para desistir da maioria dos projectos, com a desculpa que os seus proponentes terão formulado mal as candidaturas. A Confiança considera esta atitude um atentado à democracia participativa e recorda que sempre respeitou a vontade popular, implementando os projectos vencedores.



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