top of page

Miguel Gouveia esperava reação mais célere de Seguro

Foto do escritor: Henrique Correia
Henrique Correia
há 2 minutos
2 min de leitura


Mandatário regional da candidatura do atual Chefe de Estado reconhece, no entanto, a sua satisfação pela declaração do Chefe de Estado, hoje, no sentido de ontinuar "vigilante na defesa do Estado de direito democrático".





Miguel Silva Gouveia foi presidente da Câmara do Funchal, é militante do PS, foi recentemente indicado pela líder socialista madeirense para a coordenação do chamado Laboratório de Ideias, "um espaço de participação cívica, pensamento livre e construção programática sobre o futuro da Região". Acima de tudo, uma figura de intervenção cívica, cuja ação tem vindo a ser cada vez mais acentuada nos últimos dias, sendo que hoje, no Facebook, fez uma publicação onde critica o Governo da República pela falta de estratégia face às manifestações, bem como as bastonadas da polícia sobre os manifestantes. E nem o Presidente da República, de quem Miguel Gouveia foi mandatário regional na campanha presidencial, escapou a uma observação, também entre reconhecimento por António José Seguro ter finalmente feito declarações públicas sobre o assunto, há muito aguardadas:


"Hoje, António José Seguro pronunciou-se finalmente sobre estes acontecimentos.

«Não gostei do que vi. Não são imagens normais para uma democracia consolidada.» São palavras importantes, que subscrevo inteiramente.

Fui mandatário regional da sua candidatura presidencial e confesso que me entristeceu a ausência de uma reacção pública mais célere perante acontecimentos desta gravidade. Mas reconheço, com satisfação, que o Presidente esclareceu hoje que não permaneceu inactivo, que exigiu informações desde domingo, que abordou o assunto com o primeiro-ministro e que continuará vigilante na defesa do Estado de direito democrático.

É esta a postura institucional que esperava de quem apoiei por acreditar numa Presidência humanista, independente e comprometida com os valores de Abril.

O Presidente tem razão quando afirma que a lei e a liberdade não são incompatíveis. Mas é precisamente por isso que devemos ser especialmente exigentes com quem exerce o poder coercivo do Estado. A força pública existe para proteger os cidadãos e os seus direitos, não para os intimidar quando reclamam soluções para os problemas que os afligem.

Também tem razão quando recorda que a crise da habitação exige decisões políticas concretas. Porque não é aceitável que uma geração inteira veja adiado o seu projecto de vida, enquanto o debate político se concentra nas tendas que ocupa durante uma noite, em vez das casas a que não consegue aceder durante anos.

Aguardo com expectativa as iniciativas anunciadas pelo Presidente da República, incluindo a reunião do Conselho de Estado dedicada à coesão social. Espero que contribuam para uma reflexão séria sobre a crescente distância entre as instituições e os cidadãos, mas sobretudo que delas resulte uma exigência acrescida de responsabilidade política e de respostas concretas.

O diálogo é indispensável, mas não pode servir para diluir responsabilidades. E a serenidade institucional não pode confundir-se com complacência perante o exercício desproporcionado da força"

 
 
 

Comentários

Avaliado com 0 de 5 estrelas.
Ainda sem avaliações

Adicione uma avaliação
white.png
© Designed by Teresa Correia
bottom of page