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  • Henrique Correia

Miguel Gouveia evoca Santo para alertar sobre "agendas pessoais" para a cidade


“Este é um dia que assinala um virar de página, olhando com confiança para a retoma das atividades económicas, para a retoma da normalidade"




Foi na cerimónia dos 500 anos do Voto da Cidade a São Tiago Menor, hoje assinalados com uma Missa, na Sé Catedral, em honra do Santo Padroeiro, presiduda pelo Bispo do Funchal, D. Nuno Brás, que o presidente da Câmara aproveitou para evocar o Santo com uma mensagem sobre "agendas pessoais", onde qualquer semelhança com o ano eleitoral poderá ser mera coincidência. Se não é, foi a dupla função de candidato e presidente a falar. Mas disse que “há 500 anos, São Tiago Menor foi uma referência e uma forma da cidade do Funchal, dos funchalenses e dos governantes da altura saberem colocar de lado agendas pessoais, corporativas e económicas, e relevarem o interesse maior da cidade do Funchal, o que ficou representado na forma como se delegou ao Santo a responsabilidade de nos proteger de pestes.”

Na cerimónia, Miguel Silva Gouveia entregou ao Santo a chave da cidade e o Executivo depôs as varas da Vereação em sua honra, numa celebração especialmente simbólica durante uma pandemia global, uma vez que a homenagem que o Município presta ao Santo remonta a 1521 e invoca a proteção dos funchalenses justamente durante uma crise de saúde pública. Perante o ciclo da peste que então afetava a cidade, as autoridades camarárias da época entregaram a guarda da saúde dos habitantes a São Tiago Menor.

Numa nota emitida pela Autarquia, faz-se referência ao que disse Miguel Gouveia, considerando que “a renovação do voto da cidade a São Tiago Menor é, neste momento, um grande sinal de esperança para os funchalenses, numa altura em que começamos a colher os frutos do respeito e da responsabilidade que a nossa comunidade demonstrou ao longo do último ano, pelas regras impostas pelas autoridade de saúde, perante a crise sanitária.”

“Este é um dia que assinala um virar de página, olhando com confiança para a retoma das atividades económicas, para a retoma da normalidade e, acima de tudo, para a consolidação do bem-estar social dos funchalenses, sustentada na saúde e na vitalidade que notabilizam a nossa cidade.”


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