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Miguel Gouveia fala do "seu" Marítimo: "Saber jogar bem à bola ajudaria"

Foto do escritor: Henrique Correia
Henrique Correia
13 de fev. de 2023
2 min de leitura


"Será demasiado pedir os serviços mínimos ao Campeão das Ilhas, para que honre no presente o seu passado glorioso?"





Ainda faltam 14 jogos da I Liga, são 42 pontos em jogo, mas o desespero começa a tomar conta dos adeptos do Marítimo em função da falta de resultados, a que se associam algumas exibições fracas. Hoje, contra o Braga, derrota por 2-1 e 8 pontos de distância do primeiro clube a evitar problemas de uma manutenção por "playoff". Se acabasse agora, o Marítimo descia.

Nas redes sociais, sucedem-se as reações de figuras públicas, sócios do Marítimo, que lembram a história do "maior das ilhas", hoje reduzido a isto, além de um Caldeirão, como era conhecido e sentido o Estádio dos Barreiros, que hoje nem aquece nem ferve. De positivo, os 9 mil adeptos que não arredam pé. Não é por falta de apoio.

Miguel Silva Gouveia, ex-presidente da Câmara do Funchal e atual vereador, sofre com esta "nova" vida do seu clube e escreve que foi "mais uma derrota em casa, onde outrora se ferviam adversários num Caldeirão que chegou a ter o epíteto de Fortaleza. Depois de estar merecidamente à frente do marcador, com domínio e laivos de bom futebol, regressa a mediocridade que tem caracterizado esta época do Marítimo, sofrendo 2 golos em 5 minutos.

A visão inclinada do campo, a espinhosa insularidade num país concêntrico, os ânimos inflamados com as injustiças, a incansável prospecção por culpados, a falta de sorte e até a fúria dos deuses. Tudo aparenta ser justificação válida para o rosário de insucessos. Até pode existir um fundo de verdade nalguns dos motivos, e continuo com fé no nosso Marítimo, mas no final do dia, saber jogar bem à bola ajudaria.

Para mim, como para muitos adeptos, o coração reza por um milagre da multiplicação dos pontos, enquanto a razão vai erodindo as esperanças que os 14 jogos em falta invertam o fatídico destino.

Não foi por falta da devoção fervorosa dos cerca de 9 mil crentes que quinzenalmente acorrem ao mais bonito altar-palco do futebol Atlântico, cumprindo religiosamente todos os rituais de veneração verde-rubra.

Será demasiado pedir os serviços mínimos ao Campeão das Ilhas, para que honre no presente o seu passado glorioso?"

Luís Miguel Rosa, que lidera a ARAE, também fervoroso sócio do Marítimo, focou "uma equipa que comete muitos erros defensivos e que tem muitas dificuldades em fazer golos. Assim está explicado o pior ataque e a pior defesa da liga. Assim é missão impossível..."

João Pedro Vieira, médico, foi vereador no Funchal, foi mais comedido nos comentários, optou pelo incentivo até ao fim: "Não nos vergamos. Capital Regional da Esperança. Até ao último segundo do último jogo".




 
 
 

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