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Miguel Gouveia foi chegar, ver e falar: espero alguma clarificação do projeto do PS

Foto do escritor: Henrique Correia
Henrique Correia
4 de set. de 2022
2 min de leitura

"Acredito que ainda é possível, a esta distância, encontrar soluções credíveis para uma alternativa democrática que faz falta a Madeira", disse Miguel Gouveia em entrevista ao Económico Madeira. Uma entrevista para o PS refletir.



Tem cerca de dois meses a militância formal de Miguel Gouveia no PS Madeira. Tem pouco tempo mas pelos vistos o tempo suficiente para um primeiro "passo apressado" rumo às pretensões que efetivamente tem para o seu percurso entre os socialistas. A entrevista ao Económico Madeira revela um recém formado militante, mas um pretendente a lugar de relevo no partido, e já diz que não se vê como deputado, portanto o horizonte é outro. "Estou mais talhado para o papel executivo...Se houver um projeto com pessoas credíveis, um projeto sério e responsável, que procure servir melhor a Madeira do que neste momento está a ser servida..."

Reagindo como se ainda não fosse desta a alternativa liderada por Sérgio Gonçalves, Miguel coloca a dúvidae a esperança, um dois em um: "Acredito que ainda é possível, a esta distância, encontrar soluções credíveis para uma alternativa democrática que faz falta a Madeira, já há quase 50 anos". Pelos vistos, mesmo com o anúncio de Sérgio Gonçalves ser o candidato socialista a presidente do Governo, o ex-presidente da Câmara do Funchal tem dúvidas e deixa no ar que falta muita coisa ao PS ganhador.

Não terá o PS-M, ainda, esse projeto credível? Miguel Gouveia diz ser preciso "perceber o que o PS pretende", acrescentando que " há algumas propostas do PS com as quais, obviamente, não me revejo". Quais? "Por exemplo, a extinção da derrama".

O autarca da Coligação, apoiado por um PS pouco envolvido no Funchal, diz que está ausente mesmo, afirma estar a aguardar "por alguma clarificação do projeto que o PS terá para a Madeira", posicionamento que deixa muitas dúvidas quanto à futura articulação entre o que defende Miguel Gouveia e a orientação política de Sérgio Gonçalves. "A abertura à sociedade civil e o envolvimento da sociedade na construção de soluções, é um pilar fundamental e, neste momento, ainda não vi isso acontecer. Falta um ano para as eleições, é preciso dar tempo e procurar ouvir todos os setores".

Miguel Gouveia explica uma sondagem que traz o PS-M para metade da representação que tem, pelo facto de ter havido a pandemia que aproximou as pessoas do Governo. Mas a queda do PS-M não se deve só a isso: "Temos aqui um alerta, até diria um alerta rosa. Se o PS passa de 19 deputados para dez...importa refletir e, provavelmente, reorientar estratégias no sentido de envolver as pessoas, não se fechar em torno de um núcleo restrito, caso contrário temo que possa ser bastante mau no próximo ano em termos de oposição ao Governo Regional".

 
 
 

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