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Miguel Gouveia lamenta "tentativa de calar a oposição no Funchal"

Foto do escritor: Henrique Correia
Henrique Correia
25 de abr. de 2022
1 min de leitura


"O 25 de abril deve ser uma conquista de todos os dias e não um dado adquirido, sob pena de assistirmos a retrocessos democráticos como aquele a que assistimos, hoje, no Funchal".




Depois de dois mandatos em que a oposição regional assumiu a liderança na Câmara do Funchal comemorando abril com declarações políticas envolvendo todos os partidos, a coligação vencedora das últimas autárquicas, liderada por Pedro Calado, decidiu limitar a comemoração a dois concertos e uma conferência. O presidente da Câmara diz que este é o modelo ideal.

Quem não concorda é Miguel Gouveia, anterior líder da CMF, que em nome da Confiança diz haver uma tentativa de calar a oposição. E mostra o seu lamento numa declaração no Facebook. Escreve que "calaram no Funchal a Revolução dos Cravos, mas enquanto houver uma ideia "semente nalgum canto de jardim, haverá certeza de que, apesar da censura e da autocracia, a democracia e a liberdade florescerão. Viva a Liberdade! Viva o 25 de Abril! Sempre!

Miguel Gouveia enumera conquistas de abril, desde a Saúde à Educação, com a redução da taxa de analfabetismo. E diz que o 25 de abril deve ser uma conquista de todos os dias e não um dado adquirido, sob pena de assistirmos a retrocessos democráticos como aquele a que assistimos, hoje, no Funchal. Porque quem adormece em democracia acorda em ditadura. O maior garante dos valores democráticos contra vertigens fascistas é não ficar calado. Façamos cumprir abril como a cura para evitar retrocessos democráticos. Celebremos um Funchal e uma Madeira verdadeiramente livres".

 
 
 

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