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Ministro Nuno Melo "veste-se" de CDS ao lado da Madeira

  • Foto do escritor: Henrique Correia
    Henrique Correia
  • 15 de mai.
  • 2 min de leitura


"O Estado deve assegurar que os cidadãos que vivem nos Açores e na Madeira têm acesso a uma efetiva mobilidade territorial pois só assim estão em condições de igualdade com aqueles que vivem no continente".




O CDS Madeira leva 35 militantes ao Congresso Nacional do CDS, este fim de semana em Alcobaça.


O líder nacional do CDS vai defender, em Congresso do partido, que "o Estado deve assegurar que os cidadãos que vivem nos Açores e na Madeira têm acesso a uma efetiva mobilidade territorial pois só assim estão em condições de igualdade com aqueles que vivem no continente".

Nuno Melo é ministro da Defesa de um Governo, com o PSD, que preparou um Modelo de Mobilidade que, neste momento, é mais burocrático, tem uma plataforma a funcionar sem a eficácia que se pensava, e ainda não está resolvido o pagamento apenas do valor da tarifa de residência.

Agora, na moção ao Congresso Nacional do CDS, o líder "veste" a roupagem partidária e a tensão com as Regiões passa a solidariedade, sendo que o próprio líder regional, José Manuel Rodrigues, não raras vezes criticou a postura da direção nacional do CDS face à forma como decorreu este dossier Mobilidade Aérea.

O CDS da Região tem estado muito envolvido na preparação deste Congresso, nomeadamente influenciando o conteúdo das Moções de Estratégia no que se refere à revisão da Constituição e às Autonomias. A Região "centrista" leva 35 militantes a Alcobaça.

Segundo uma nota do CDS Madeira, "é público que José Manuel Rodrigues é autor do capítulo sobre o regime político das Regiões Autónomas na Moção apresentada pela Juventude Popular e que preparou idêntico documento, com contributos para a Moção do líder, Nuno Melo".

A Autonomia precisa de um novo ciclo que permita a açorianos e madeirenses serem senhores dos seus próprios destinos, com leis e opções próprias, no respeito pelo direito à diferença, respondendo à sua realidade insular e ultraperiférica, e sempre com o objetivo de construir Portugal no Atlântico".

Este capítulo da Moção, escrito por José Manuel Rodrigues, é assumido, nos seus princípios, na Moção que Nuno Melo leva ao conclave deste fim de semana em Alcobaça.

Anunciando "um tempo de futuro para o CDS nas Regiões Autónomas", o líder nacional reconhece que "a Autonomia veio a revelar-se uma das inovações mais bem-sucedidas da estrutura do Estado, possibilitando um novo desenvolvimento económico e social, bem como a valorização das ilhas, num país marcadamente atlantista", defende uma revisão constitucional no capítulo das Regiões Autónomas e refere que os arquipélagos "tratando-se de territórios ultraperiféricos, apresentam custos estruturais permanentes associados à insularidade e à distância, exigindo respostas diferenciadas por parte do Estado e uma garantia de que todos os cidadãos têm acesso a níveis comparáveis de serviços públicos, oportunidades económicas e proteção social". O também Ministro da Defesa advoga que o Estado deve assegurar que "os cidadãos que vivem nos Açores e na Madeira têm acesso a uma efetiva mobilidade territorial" pois só assim estão "em condições de igualdade com aqueles que vivem no continente".

 
 
 

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