Máscaras em "queda"


Foi uma boa medida. Mas mal medida. O uso generalizado da máscara de proteção, na rua, que entrou em vigor na Madeira, como recomendação por não ser possível obrigar, tem vindo a engrossar o número dos que têm optado pelo uso generalizado da máscara no bolso. Tira-se quando é para entrar em algum lado ou se houver algum polícia a dizer qualquer coisa. Não diz nada, não pode dizer, só pode recomendar, mas até isso acho que os polícias não fazem para evitar incómodos legais.
Vê-se a cada dia que passa, no Funchal, numa vaga de inconsciência, quase coletiva, relativamente a uma das situações chave de proteção, para mais numa ilha turística, com a entrada cada vez maior de visitantes e com o aumento de casos positivos comprovados à chegada aos aeroportos da Região, como se previa. Mas nem isso retira uma certa descompressão que se nota, de forma progressiva, como se a Covid-19 fosse "coisa dos outros". Também era só dos mais idosos e, agora, a faixa etária mais atingida é entre os 20 e os 39 anos. Nunca nada é certo quando estamos a enfrentar uma pandemia cujos contornos totais ainda são desconhecidos.
Mas se os níveis de incidência, na Região, estiverem dependentes do uso gemeralizado da máscara na rua, então os riscos são grandes. Mas se atenderemos ao que se passa no Porto Santo, a ilha "verde da Covid-19", pelos relatos que nos chegam diariamente, então é que é arriscar, poucos usam máscara, de manhã, à tarde e à noite. Parece um mundo à parte. Sem máscaras como sempre e com ajuntamentos como nunca. Tirando a pancadaria e o vandalismo, que acalmaram com o reforço policial que diziam não ser preciso, o pouco uso das máscaras marca a ilha neste verão de enchente e com gente cheia de confiança que o vírus, ali, não entra. Pelo menos pela cara, que é onde os especialistas dizem que entra mais. Isso são os especialistas, valem o que valem quando se entra num "universo" de férias, sol, praia, chinelos, descontração total e um copo ao luar. Porque sim. Não tem havido problemas, mas...
Também, agora, não resolve nada mudar as regras que foram as possíveis por falta de regras a sério. Do ponto de vista do politicamente correto e da Saúde Pública, diz quem sabe, tecnicamente, que não é o meu caso, que o uso da máscara, de forma generalizada, é uma medida de proteção, individual e coletiva. Além de lavar as mãos e o distanciamento social, evitando-se ajuntamentos. Tudo o que não acontece. Quase tudo, lavar as mãos penso que sim, pelo menos às vezes.
Além disso, é preciso que as pessoas percebam o que é o individual e o que é o coletivo. E de que forma o individual pode influenciar no coletivo. Mas sim, entender isto é mais difícil



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