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Novo Hospital leva a "guerra" de palavras entre PS e PSD: quem atrasou o quê...

Foto do escritor: Henrique Correia
Henrique Correia
29 de dez. de 2021
3 min de leitura


Secretário dos Equipamentos e Infraestruturas: "O facto de a obra se ter iniciado mesmo com todos os condicionalismos, demonstra a capacidade do Governo em encontrar soluções".




O cabeça de lista do PS-M à Assembleia da República para as eleições legislativas nacionais de 30 de janeiro, Carlos Pereira, disse hoje que "foi graças ao PS e ao Governo Socialista que foi possível assegurar o cofinanciamento de 50% dos custos do novo Hospital da Madeira, acusando o PSD de ter atrasado o arranque da obra".

Carlos Pereira disse que "também durante muitos anos, o PSD não considerou que tal fosse necessário, mesmo observando as más condições em que se encontrava o hospital atualmente em funcionamento.

O candidato referiu que, depois de um grande esforço de mobilização da sociedade madeirense, das instituições ligadas à saúde e dos partidos da oposição, “foi possível colocar em cima da mesa a ideia de fazer um novo hospital como um aspeto central para uma mudança do Serviço Regional de Saúde”, tendo o PS, desde a primeira hora, assumido o compromisso de fazer tudo o que estivesse ao seu alcance para garantir um cofinanciamento da República a essa infraestrutura. “Nunca ouvi, em nenhuma circunstância, o PSD dizer que faria esse esforço no plano nacional junto da Assembleia da República ou junto do seu Governo (entre 2012 e 2015)”, sublinhou.

Em resposta, o PSD Madeira emitiu uma nota onde responde que "ao contrário do que foi dito, a única força política que atrasou, boicotou e ainda hoje continua a bloquear a obra do novo Hospital Central e Universitário da Madeira – conforme é do conhecimento público – é o Partido Socialista, numa postura que chega a ser incompreensível, tanto mais quando se trata de uma obra fundamental para a Região e para toda a sua população".

O comunicado social democrata refere que

"na sua tentativa de branquear, à força, a postura negligente, irresponsável e discriminatória com que o Primeiro-Ministro António Costa tem tratado a Madeira e os Madeirenses, vem a candidatura do PS/M confirmar, com estas declarações, que desconhece e está totalmente alheada da realidade deste processo, tanto mais quando, até à data – e ao contrário do que foi dito – o cofinanciamento de 50% pelo Governo da República a esta obra ainda não se encontra clarificado e se não fosse o PSD a exigir, recorrentemente, essa clarificação, tal financiamento, na base das artimanhas com que o PS se habituou a (des)governar o País, já teria sido fixado num montante bem inferior, na ordem dos 30%".

Também a este propósito, o secretário regional dos Equipamentos e Infraestruturas respondeu a Carlos Pereira sublinhando que "a obra arrancou mesmo sem a correção, que se impõe, da resolução do Conselho de Ministros que ainda prevê a dedução do valor patrimonial do Hospital Dr. Nélio Mendonça (HNM) e do Hospital dos Marmeleiros (HM). Neste aspeto é de louvar a iniciativa dos deputados do PSD na Assembleia da República que, a 26 de novembro de 2021, fizeram aprovar uma resolução da Assembleia da República nº327/2021, recomendando ao Governo socialista a concretização urgente do financiamento de 50% da construção do novo Hospital e exigindo ao Governo central a correção das Resoluções de Conselho de Ministros nº132/2018 e a 160/2018, no sentido de eliminar a intenção de deduzir aos 50% prometidos o valor da avaliação patrimonial global dos HNM e do HM.

O facto de a obra se ter iniciado mesmo com todos estes condicionalismos, demonstra a capacidade do Governo em encontrar soluções para os obstáculos com que se depara, alguns provocados por situações imprevisíveis (como a pandemia), e outros provocados por bloqueios políticos inadmissíveis por parte do Estado".


 
 
 

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