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Novo líder do PS-M quer dar à Madeira "um governo de soluções"

Foto do escritor: Henrique Correia
Henrique Correia
13 de mar. de 2022
2 min de leitura

"A Madeira de 2022 é a região mais pobre do país, a que apresenta maiores níveis de desigualdade, onde os cidadãos têm menor poder de compra".




"Um governo de soluções, que garanta à Região um futuro melhor e que a liberte do estrangulamento em que vive, causado pelos interesses pessoais do PSD que, a todo o custo, procura se manter no poder". Foi esta a abertura do discurso de Sérgio Gonçalves, novo líder do PS-M, no encerramento do congresso regional.

Sérgio Gonçalves afirmou que a Madeira vive “estrangulada” por problemas inadmissíveis que condicionam o seu desenvolvimento. “A Madeira de 2022 apresenta indicadores inaceitáveis perante as condições de governação que existem desde a instituição da terceira República. A Madeira de 2022 é a região mais pobre do país, a que apresenta maiores níveis de desigualdade, onde os cidadãos têm menor poder de compra, onde a maior parte da população vive com o salário mais próximo do salário mínimo regional e onde existe a mais baixa taxa de natalidade”, disse, sublinhando que esta é uma situação inconcebível e é o legado do PSD de Miguel Albuquerque.

Esta é, de acordo com o dirigente dos socialistas madeirenses, a marca que nos deixa “um governo de interesses pessoais, onde um PSD, vendado pela cegueira de se manter no poder a todo o custo, privilegia satisfazer o indivíduo, o partido, o resultado eleitoral”. Uma situação que deixou a Madeira na “cauda do pelotão” como a região mais pobre de Portugal. “Onde é que este facto é prova de sucesso de governação? Este facto não é currículo, é cadastro e é um cadastro que tem um nome: Miguel Albuquerque”, sustentou.

Sérgio Gonçalves apontou igualmente baterias ao parceiro de coligação governamental – o CDS – que classificou de “satélite, inócuo e desprovido de projeto para a Região”. Um partido cuja relevância, como referiu, apenas se faz sentir nas nomeações e gabinetes do Governo Regional e instituições públicas, porque na rua, na população atraiçoada e trocada por cargos de nomeação, são já irrelevantes”.

Sérgio Gonçalves aproveitou, por isso, para esclarecer que as razões para os graves problemas da Madeira não moram em Lisboa, mas sim na Quinta Vigia, sendo que estes [problemas], “ao contrário do seu ocupante, não tiram férias”. “Os graves problemas estão presentes no quotidiano de milhares de madeirenses e porto-santenses”, apontou, salientando que a Autonomia deve servir a Madeira e deve ser usada “para fazermos lembrar sempre a um Estado centralista, seja de que governo for, que no futuro da Madeira mandam os madeirenses”. Mostrou-se, aliás, confiante que o Governo da República, liderado pelo PS, considere as Regiões Autónomas como uma prioridade nacional. “Também aqui estaremos para defender os madeirenses em primeiro. Sem fogachos políticos inconsequentes, mas com retidão e responsabilidade”, referiu.

 
 
 

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