Nuno Morna não poupa Iniciativa Liberal e o atual deputado na ALM
- Henrique Correia

- há 2 horas
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"A IL vota a favor, na ALRAM, de uma proposta sobre mobilidade e Subsídio Social de Mobilidade, e depois, em Lisboa, o Grupo Parlamentar na Assembleia da República opta pela abstenção na mesma matéria, no mesmo sentido".

"A abstenção em Lisboa, depois do voto favorável no Funchal, não é prudência, é cobardia com gravata e sorriso de cerimónia". Imagem Facebook Nuno Morna
O ex-deputado da Iniciativa Liberal, Nuno Morna, trouxe a público a inconsistência e a incoerência do partido na matéria que esteve em discussão e foi a votos na Assembleia da República relacionada com alterações ao Modelo de Mobilidade Aérea que pretendia retirar a obrigatoriedade de declarações de não dívida, da Segurança Social e do Fisco, imposição do Governo da República para condicionar o o pagamento do erradamente denominado subsídio de mobilidade.
Nuno Morna, que no ativo parlamentar deu visibilidade e dimensão política à IL, apesar de deputado único e de estar limitado, por esse facto, nas Iniciativas, escreveu, no Facebook, que "a Iniciativa Liberal afirma-se como defensora de princípios fundamentais como a igualdade de direitos e a transparência na acção política. Quando estas ideias deixam de ser praticadas, é a própria identidade liberal que se vê traída. A IL vota a favor, na ALRAM, de uma proposta sobre mobilidade e Subsídio Social de Mobilidade, e depois, em Lisboa, o Grupo Parlamentar na Assembleia da República opta pela abstenção na mesma matéria, no mesmo sentido político, na mesma linha de intenção, como se a Madeira fosse um ensaio geral e São Bento o espectáculo.
Nuno Morna previne qualquer argumentação da IL: "E não me venham com a conversa da “diferença de contexto” como se isto fosse meteorologia e não política. Uma coisa é ter dúvidas técnicas e querer emendar na especialidade, outra coisa é desautorizar, na prática, aquilo que se votou e defendeu na Madeira. A abstenção em Lisboa, depois do voto favorável no Funchal, não é prudência, é cobardia com gravata e sorriso de cerimónia.
Para o ex deputado "se a IL Madeira concorda com a abstenção em Lisboa, então a coisa é ainda mais feia, porque nesse caso o que aconteceu na ALRAM foi teatro, foi voto para a fotografia, voto para parecer bem cá dentro, sabendo que lá fora não se sustentava, e isso é desrespeito pelo eleitor madeirense, e é, acima de tudo, desrespeito pela posição do deputado regional, porque um deputado regional não é um adereço, não é um enfeite de lapela, não é um “influencer” de bancada a fazer pose com a pasta".
Nuno Morna não poupa o atual deputado Maia Camelo: "Se o deputado regional concorda com esta coreografia, então desrespeita-se a si mesmo, um deputado que vota a favor numa assembleia regional e aceita serenamente que o seu próprio partido, no parlamento nacional, se abstenha na mesma proposta, está a assinar por baixo a própria irrelevância, está a dizer ao país inteiro que o seu voto regional vale menos do que um gesto táctico em São Bento, está a aceitar que a sua palavra é decorativa, um bibelot institucional. Aqui, esquece-se o princípio fundamental do mandato representativo, que exige que o eleito cumpra o compromisso assumido perante os seus eleitores e não apenas alinhe pela linha táctica do partido".




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