"Não concordo que o recolher obrigatório passe para as 23 horas"

Maurício Melim não sabe o que vai decidir o presidente do Governo, mas defende mais a opção de recolher às 21 horas e de encerrar estabelecimentos às 20 horas

A Madeira tem 43 cadeias ativas de contágio da Covid-19, muito abaixo dos números verificados anteriormente, que chegaram a atingir a centena de cadeias.
Esta informação foi veiculada pelo responsável da Unidade Coordenadora de Saúde Pública, no programa Consultório da RTP Madeira, que apontou para um cenário bem mais animador para a incidência da doença na Região, mas com um alerta, em simultâneo, para a necessidade de não baixarmos a guarda relativamente às medidas de prevenção, o que vai ao encontro das declarações já prestadas pelo presidente do Governo, que dá primazia à Autoridade de Saúde na decisão sobre o aligeirar de medidas.
Mas onde Maurício Melim volta a ser incisivo e direto, coml em anteriores posições, é no que se prende com o alargamento do horário de funcionamento dos estabelecimentos comerciais e a redução do recolher obrigatório, que coml se sabe, neste momento é às 19 horas de segunda a sexta e às 18 horas aos fins de semana e feriados.
Segunda-feira há medidas novas, um aligeirar de horários, fala-se em passar o recolher para as 23 horas, mas o médico não concorda: "Não concordo com p recolher obrigatório às 23 horas. Iria mais para um recolher às 21 horas e o encerramento dos estabelecimentos às 20 horas, sendo que aos fins de semana o recolher seria às 19 e o encerramento do comércio às 18 horas".
Maurício Melim explica essa contenção com a necessidade de " percebermos bem que não podemos reabrir drasticamente, uma vez que a Covid-19 não acabou e éum problena sério". Diz que a sua grande preocupação vai para as portas de entrada na Região, os portos e os aeroportos.
O responsável pela Unidade de Coordenação de Saúde diz que há franjas da população que não cumprem, será sempre assim. Mais do que faltar fiscalização, falta educação".



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