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Não há forma da DGS e DRS acertarem os números da Madeira?

Foto do escritor: Henrique Correia
Henrique Correia
6 de mar. de 2021
2 min de leitura

Atualizado: 7 de mar. de 2021


Não há na Região quem tenha contacto com a diretora-geral de Saúde, com o secretário de Estado da Saúde, com a ministra da Saúde, no limite com o primeiro-ministro, para evitar esta situação que, inexplicavelmente, perdura no tempo?


Parece impossível mas é verdade. Ao tempo que os números da Madeira, relativos à Covid-19, são diferentes se transmitidos pela Direção Geral de Saúde ou se transmitidos pela Autoridade de Saúde da Região, antes IASAÚDE, agora Direção Regional de Saúde.

As explicações foram várias, Lisboa contabilizava os infetados que, não estando na Madeira, têm residência fiscal na Região. Lisboa fazia umas contas diferentes da Madeira, sendo que assim continuou, não obstante ser importante, numa situação delicada como esta, uma informação articulada, por entidades responsáveis e credíveis, para não dar a ideia que "aqui há gato" ou que a Madeira está a esconder números. Pensamos que não está, não se brinca com coisas sérias, mas a situação abre portas a dúvidas, especulações, sem necessidade. E esta semana foi pior do que nunca, Lisboa a dar quatro vezes mais casos, a Madeira a desmentir e a explicar em três comunicados. Hoje, mais um. Com outra explicação, tomamos por boa, pela fonte. Aqui vai o que diz a direção regional:


"Na sequência da informação divulgada, hoje, pela Direção Geral de Saúde, reforçamos que os números apresentados no boletim nacional reportam-se a casos já notificados pela Direção Regional de Saúde, e não às últimas 24 horas.

A situação é explicada por um processamento retrospetivo de casos que decorreu de problemas de compatibilidade da plataforma nacional SINAVE, na qual são notificados os casos e os resultados laboratoriais de testes de COVID-19.

A discrepância dos números divulgados pela DGS, com um grande diferencial temporal, é geradora de desinformação junto da população e é prejudicial para a gestão de toda esta situação pandémica na Região Autónoma da Madeira.

Assinala-se que os números reais das últimas 24 horas são os divulgados, diariamente, pela Direção Regional da Saúde, no Relatório de Situação regional".

Mas talvez tenha cabimento perguntar: não há na Região quem tenha contacto com a diretora-geral de Saúde, com o secretário de Estado da Saúde, com a ministra da Saúde, no limite com o primeiro-ministro ministro, para evitar esta situação que, inexplicavelmente, perdura no tempo e eterniza dúvidas, podendo mesmo colocar em causa a seriedade de processos? Um telefonema ou uma videoconferência não resolvia isto?

 
 
 

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