Não têm aulas devido ao vírus mas convivem no Parque no "comes, bebes e sujas"

O desabafo crítico é de Rainundo Quintal ao passar pelo Parque de Santa Catarina: "Infelizmente, grupos de estudantes, que deixaram de ter aulas para evitar o risco de contaminação viral, aconchegavam-se em convívios"

Foto Raimundo Quintal
O investigador Raimundo Quintal, figura de reconhecido mérito na defesa das questões ambientais, voltou hoje a fazer alusão a situações que ocorrem, no Funchal, ao arrepio das medidas de contenção à Covid-19, ao mesmo tempo que lança o alerta dizendo que "as autoridades terão de pôr termo à insolência que grassa no Parque de Santa Catarina e no Jardim Municipal".
Depois da enchente que levou uma multidão à neve, hoje foi a vez de Raimundo Quintal contar, na sua página do Facebook, o que viu no Parque de Santa Catarina, com jovens, dispensados das aulas pela Covid-19, sem distanciamento, sem máscara. Afirma que tem fotos, mas guarda para melhor oportunidade, prefere uma imagem do espaço pela natureza, tal qual ela é.
"Hoje percorri o Parque de Santa Catarina com o objetivo de fotografar as muitas espécies em plena floração e captar imagens da paisagem.
Infelizmente, à semelhança do que me aconteceu nos últimos dias no Jardim Municipal, tive de desviar-me de grupos de indivíduos sem máscara, em convívios de significativa poluição sonora e verbal.
E não era só gente "sem abrigo" que não respeitava as regras determinadas pelas autoridades de saúde. Infelizmente, grupos de estudantes, que deixaram de ter aulas para evitar o risco de contaminação viral, aconchegavam-se em convívios de comes, bebes e sujas.
Os espaços verdes da cidade, que deveriam ser de contemplação e propiciadores de desanuviamento psicológico, estão tomados pela marginalidade.
As autoridades terão de pôr termo à insolência que grassa no Parque de Santa Catarina e no Jardim Municipal.



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