O critério da TAP para a Madeira é o "comercial, puro e duro"

A declaração é do deputado do PSD Madeira Carlos Rodrigues, depois de ouvir a CEO da TAP no Parlamento. Vinha esclarecer e esclareceu: "O Governo da República não deu orientações sobre a estratégia para a Madeira.

A audição da CEO da TAP Ourmières – Widener, no âmbito da Comissão Especializada de Economia, Finanças e Turismo, com a finalidade de esclarecer questões relacionadas com os esclarecimentos da política da companhia área nacional em relação à Madeira, não foi totalmente satisfatória. Esclareceu, isso sim, o que já se sabia, não há estratégia para a Madeira.
No mesmo dia, o deputado Carlos Rodrigues fez uma publicação assente numa forte crítica à TAP e ao acionista maioritário, o Estado, o Governo de António Costa. O parlamentar do PSD é frontal: "Tivemos hoje a audição com a CEO da TAP. Foi muito utili, ficámos a saber que o único critério que preside à gestão da rota Madeira-Lisboa é o comercial, puro e duro. Ficámos, também, a saber que o dono da TAP, o estado português para quem ainda não sabe ou não quer saber, nada disse, nada orientou em relação a esta matéria".
Carlos Rodrigues diz que depois desta audição "nada estará diferente..Os preços continuarão entre os 800€ e 1100€. Um madeirense a residir em Lisboa continuará a pagar 12 vezes mais que um continental a viver na Madeira, para ir passar o Natal a Casa".
O deputado acrescenta que "a continuidade territorial portuguesa continuará a mais cara do Mundo. O Porto Santo vai continuar isolado no inverno. As nossas comunidades na África do Sul e da Venezuela continuarão esquecidas e abandonadas. Ir à Nova Iorque passar o fim do ano será mais barato que fazê-lo na Madeira. Um minuto de viagem para Nova Iorque custará 0,75€ enquanto que esse mesmo minuto na viagem para a Madeira terá um custo de 4€".
E termina: "E o dono da empresa, o estado português, continuará a não vir à Assenbleia da Madeira explicar porque permite este estado de coisas. O ministro Pedro Nuno Santos continuará a fugir das perguntas dos deputados madeirenses porque não tem coragem, porque é medroso e não tem explicação".



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