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O doutor explica o "parir" que disse na Assembleia Municipal

Foto do escritor: Henrique Correia
Henrique Correia
14 de jul. de 2022
3 min de leitura


O médico José Luis Nunes "explica/ensina" para repetir a mensagem: "Aqui fica o meu dever cívico de esclarecer/ensinar. Desejos de boas férias e reafirmo que podem parir na Madeira pois é um lugar seguro e lindo para nascer e - perdoem o bairrismo - de preferência no Funchal".



Vídeo da polémica:




José Luís Nunes, médico e presidente da Assembleia Municipal do Funchal, eleito nas listas da coligação PSD/CDS que deu a vitória a Pedro Calado na presidência da Câmara do Funchal, terminou a última reunião de forma surpreendente quando desejou boas férias, boa saúde e disse que podiam parir à vontade no Funchal, numa talvez não muito feliz alusão indireta aos problemas de assistência às grávidas que ocorrem neste momento nas unidades de saúde do Continente. Não correu bem ao médico aquele momento, o vídeo percorreu as redes sociais, não porque as pessoas não conhecessem a palavra parir, mas sim porque ninguém estava à espera que dissesse o que disse num final de Assembleia Municipal. Foi mais pela surpresa "metida a ferros". E sendo assim, com a expontaneidade sem o prévio pensar no que se diz, acontece isto. Todos temos momentos menos felizes e não é preciso "crucificar" por isso. Só alertar. Até porque a pessoa em causa tem como característica a ponderação e o bom senso, ainda que a política possa ter alguns "efeitos secundários".

Mas as reações foram de tal modo que o médico sentiu necessidade de esclarecer, no Facebook da AM, numa mensagem enquanto Presidente da Assembleia Municipal. Não para assumir algum sentido inoportuno do momento e da declaração, mas para "explicar/ensinar", como faz questão de sublinhar, para quem sabe o significado e para quem não sabe. O doutor, por quem tenho estima pessoal, de longa data, ainda que seja do União, com o devido respeito pela pessoa e pelo clube, está surpreendente no "fato" de político. Fiquemos, então, com esta prova de "ensino":


"Fui alertado para a publicação de um excerto final da última Assembleia Municipal do Funchal.

Na qualidade de Presidente dessa Assembleia e também pediatra quero aqui esclarecer/ensinar a finalidade das minhas palavras.

Parir não transporta qualquer valor depreciativo do ato mais nobre que pode acontecer na vida de uma mulher. Transporta, sim o quanto de fantástico é trazer um novo ser ao mundo.

O local ideal para nascer é na sala de partos não identificada como sala de dar a luz ou sala de nascimentos.

BENDITA A MULHER QUE É CAPAZ DE GERAR UM FILHO E PARI-LO COM SAUDE E PERFEIÇÃO.

A intenção das minhas palavras foi para alertar a situação insólita e vergonhosa que se vive neste país - melhor: no retângulo - onde se fecham e abrem urgências e serviços de obstetrícia, mostrando a desorganização de um Serviço nacional de saúde onde as grávidas vivem em sobressalto. Continua a ansiedade e incerteza em torno do local onde vão poder parir o seu filho, em contraste com a segurança e organização de saúde da nossa ilha, onde não tendo um serviço regional de saúde perfeito, consegue funcionar sem encerramento de urgências e serviços e garante a segurança total para um ato tão nobre e fantástico: DAR A LUZ/PARIR UM FILHO.

Pode custar a muitos constatar mas é a verdade!

Não pretendo alimentar polémicas fúteis, mas parir é um termo médico que qualquer cidadão bem intencionado sabe o seu significado e, se não sabia, ficou a saber.

Aqui fica o meu dever cívico de esclarecer/ensinar.

Desejos de boas férias e reafirmo que podem parir na Madeira pois é um lugar seguro e lindo para nascer e - perdoem o bairrismo - de preferência no Funchal.

Se necessitarem de mais esclarecimentos sabem onde me podem encontrar. Sempre ao dispor.

Pois bem, parir é parir. Da minha parte, já conhecia a palavra há muito tempo. Mas é sempre bom aprender com quem sabe.


 
 
 

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