O ferry para acabar com o "jogo do empurra" e o desejo de ser poder na Madeira

Estas foram algumas das mensagens mais fortes deixadas por Paulo Cafôfo no Congresso Nacional do PS, onde disse também ser importante regulamentar o subsídio social de mobilidade.

O líder do PS Madeira foi hoje ao Congresso Nacional do partido, no Algarve, apontar quatro soluções "essenciais para o aprofundamento da Autonomia".
Paulo Cafôfo falou na continuidade territorial, considerando serem necessárias as ligações aéreas, assim como a regulamentação do subsídio social de mobilidade. “É um imperativo desta governação”, disse, defendendo também que seja assegurada a continuidade territorial por via marítima no que concerne ao transporte de passageiros e que seja lançado o concurso internacional para uma ligação ‘ferry’ entre a Madeira e o Continente durante todo o ano, acabando com “o jogo do empurra do Governo Regional para com o Governo da República”, como refere um texto do gabinete de comunicação do partido.
reforma do sistema político foi outro dos assuntos, com Cafôfo a lembrar : "Lideramos o processo de uma proposta de revisão da Lei de Finanças Regionais e conseguimos na Assembleia Regional aprovar por unanimidade uma proposta que precisa do consenso dos Açores, mas também da Assembleia da República, porque sem autonomia financeira não há autonomia política”, referiu.
A um outro nível, aponta a mesma informação disponibilizada pelo PS-M, o líder socialista madeirense referiu-se aos instrumentos essenciais para o desenvolvimento da Região, defendendo uma compensação necessária para que as universidades insulares (neste caso a da Madeira) possam competir com outras na educação e na investigação.
O Centro Internacional de Negócios da Madeira, “tão maltratado pelo Governo Regional”, mas tão importante para a criação de emprego qualificado e para as receitas da Região, foi outro dos pilares apontados.
Paulo Cafôfo sublinhou, por isso, que é preciso um Governo Regional do PS na Região Autónoma da Madeira que dê coesão e desenvolvimento a este território, de modo a que seja possível acabar com as desigualdades e haja um desenvolvimento integral para todos. “Para o PS, a Autonomia é um compromisso político” e não “uma arma de arremesso político nas mãos daqueles que não têm interesse em desenvolver a Região”, declarou, criticando aqueles que, com “tiros de pólvora seca” procuram atingir o PS e o Governo do PS, e não a defesa dos interesses da Região.
O responsável denunciou a democracia “áspera” que existe na Região, mas vincou que o PS tem vindo a trilhar o seu caminho, primeiro com a conquista de quatro câmaras municipais, em 2013 e, posteriormente, com a retirada da maioria absoluta ao PSD, em 2019. Neste sentido, mostrou-se convicto de que “a mudança é irreversível na Região”. “O que semeámos está a dar frutos”, disse, evidenciando o facto de, pela primeira vez na história, o PS-M se candidatar a todos os órgãos de todas as 54 freguesias da Região e de, em 11 candidaturas às câmaras municipais, seis serem encabeçadas por mulheres.



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