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"O Marítimo não pode procurar uma vitória como quem joga na lotaria"

Foto do escritor: Henrique Correia
Henrique Correia
7 de nov. de 2022
2 min de leitura

Sócio Miguel Gouveia diz que o "Caldeirão" só voltou nas bancadas: "Com empates não chegaremos lá e já é necessário um pequeno milagre para o nosso Marítimo escapar aos lugares de despromoção".



O Marítimo começou esta época aos percalços constantes e longe de corresponder à sua condição de representante madeirense no principal escalão do futebol português. E este "desastre" de início de época, que se prolonga preocupantemente, acontece logo no ano em que há mudanças de liderança no clube e na SAD, uma decisão livre dos sócios que apostaram em Rui Fontes, que no entanto não tem conseguido equilibrar o futebol prifissional, que como se sabe é o que move, maioritariamente, os adeptos e é o "motor" do clube.

Este domingo, depois de ter conseguido a primeira vitória na competição, em Paços de Ferreira, o Marítimo não ganhou ao Famalicão, marca passo numa altura em que não podia acontecer. E agora? Agora, os adeptos estão cada vez mais impacientes e algumas figuras de relevo do universo de sócios lança "desabafos" nas redes sociais, com preponderância num contexto em que a equipa não consegue sair deste "colete de forças" que pode levar à descida.

Miguel Silva Gouveia, ex-presidente da Câmara do Funchal, atual vereador na oposição e maritimista convicto, escreveu hoje, no Facebook, que "após 90 minutos de apoio incessante, um silêncio fúnebre instalava-se nas imediações do Caldeirão, à medida que os cerca de 9400 adeptos iam abandonando o Estádio do Marítimo, com semblantes carregados, após mais um empate verde-rubro".

Se por um lado diz que o "Caldeirão dos Barreiros" voltou nas bancadas onde "os adeptos, entre sócios pagantes e convidados, voltaram a encher as bancadas não poupando pulmões", por outro diz que esse "Caldeirão" não voltou no campo:

"Mas o Caldeirão voltou? No relvado, não. O jogo de hoje foi o último deste ano disputado nos Barreiros para I Liga. Em 2022, nos 15 jogos em casa o balanço foi a seguinte carestia:

- 1 vitória e 5 empates (11 pontos)

- 9 derrotas

- 11 golos marcados

- 17 golos sofridos

E escreve mais: "O CS Marítimo não pode procurar uma vitória como quem joga na lotaria, em que basta comprar uma cautela, ia a jogo e esperar que a sorte faça o resto. É preciso mais. Assim torna-se difícil fidelizar as crianças a serem apenas do clube da sua terra se, na grande vantagem em assistir aos jogos no seu estádio, nunca vêm a sua equipa ganhar.

É inegável que hoje jogámos melhor, mas não é menos verdade que com empates não chegaremos lá e já é necessário um pequeno milagre para o nosso Marítimo escapar aos lugares de despromoção".

O sócio acrescenta que "vem aí o Natal, uma época propensa à reflexão e de ir ao mercado comprar prendas. Que seja um momento bem aproveitado para um virar de página para toda a família Maritimista.

Sempre Marítimo".

 
 
 

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