Ordenado mínimo de 723 euros passa na Assembleia com abstenção do PCP

Valores são reportados a 1 de janeiro.

A Assembleia Regional aprovou a proposta de decreto legislativo regional que “aprova o valor da retribuição mínima mensal garantida”, para este ano, no valor de 723 euros.
PSD, PS, CDS-PP e JPP votaram a favor e o PCP optou pela abstenção.
“Na Região Autónoma da Madeira, tal como tem vindo a acontecer desde 2018, em sede da Comissão Permanente da Concertação Social, foram consultados os parceiros sociais com assento na mesma, tendo ficado acordado por maioria entre as partes, a proposta de fixar o salário mínimo regional nos 723 euros para o ano de 2022, com efeitos reportados a 1 de janeiro deste ano”, começou por referir a Secretária Regional de Inclusão Social e Cidadania. Rita Andrade explicou aos deputados madeirenses que “este aumento do salário mínimo regional representa um acréscimo de 2,56% devido à necessidade de arredondar o valor que resulta do aumento de 2,5% em relação ao salário mínimo nacional estabelecido para 2022, e que corresponde a um aumento de 6% em relação ao valor fixado no ano anterior, na Região”, refere uma nota do gabinete de comunicação do Parlamento.
Brício Araújo (PSD): "Proposta equilibrada que revela uma postura de rigor e responsabilidade”.
Rui Caetano (PS): "Os governantes madeirenses podiam ter sido mais “ambiciosos”.
Lopes da Fonseca (CDS): lembrou os apoios do executivo às empresas, sem os quais “muitas teriam fechado”.
Élvio Sousa (JPP): "Nos Açores o salário mínimo terá um aumento de 4,7%,, por isso um acréscimo superior para a Madeira".
Ricardo Lume (PCP): "Era possível ir mais além dos 723 euros, propostos pelo executivo madeirense".



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