Os 561 milhões do Plano de Recuperação vão para a Administração Pública

Miguel Iglesias: "Não vemos, neste plano, qualquer apoio direto, por exemplo, à recapitalização das empresas, como fez a Região Autónoma dos Açores”.

O Plano de Recuperação e Resiliência promete dar que falar. Tudo porque a oposição, designadamente o PS-M, tem assumido uma posição crítica sobre a atitude do Governo Regional e a falta de verbas canalizadas para as câmaras. Miguel Iglesias o líder parlamentar socialista, reage sublinhando que aquilo que observamos "é que os 561 milhões de euros que o Governo Regional definiu é praticamente todo para reencaminhar para a Administração Pública” e que “não vemos, nem vislumbramos, neste plano, qualquer apoio direto, por exemplo, à recapitalização das empresas, como fez a Região Autónoma dos Açores”. Iglésias desenvolve o exemplo dos Açores que alocou 20% da verba adstrita aquela Região para a capitalização e capacitação das empresas açorianas, considerando que tal exemplo, aplicado na Região, seria uma mais-valia para o tecido empresarial. Por outro lado, sublinha a falta de apoio ao poder local, não contemplado no PRR apresentado pelo Governo Regional, focando em particular os concelhos do Funchal e de Santa Cruz que representam a maior fatia da população da Madeira.
Miguel Iglésias diz mesmo que “há aqui naturalmente conclusões políticas que temos que retirar deste plano que o Governo Regional decidiu submeter ao Governo da República, ao Ministério do Planeamento”, adiantado assim que “além de enviarmos, no âmbito desta consulta pública aquilo que consideramos que deveriam ser as alterações deste plano, também vamos propor, na Assembleia Legislativa da Madeira, um projeto de decreto legislativo regional para a criação de uma comissão de acompanhamento que tenha não apenas representantes da Assembleia Regional e do Governo Regional, mas também da sociedade civil, da universidade, do sector educativo, da saúde, do sector empresarial”, entre outros, numa comissão que deverá ser presidida por uma personalidade independente e que acompanhe este plano até ao fim da sua execução que se prevê em 2026.



Comentários