Os quadrados já estão, as alcatifas estão quase

Governo acrescentou uma explicação ao facto de ter assinalado a rádio como uma possibilidade alternativa para "ver" o fogo: "Esta possibilidade, a rádio, transforma o fogo-de-artifício num espetáculo piro-musical"





O fim do ano está quase. Com fogo normal, na passagem para 2021, na Madeira, só o fogo é que será normal, o resto será diferente, diferente numa larga escala que a diferença pode alcançar.
O Funchal está a preparar-se para que os 10.300 fiquem nos seus quadrados e nas suas alcatifas, estas na zona da relva, na Praça do Povo. Os quadrados já estão, as alcatifas estão quase, as equipas estão a trabalhar em velocidade, a zona está vedada e amanhã já tudo estará disponível para quem chegar primeiro, cinco em cada quadrado, da mesma família, em mais de dois mil espaços.
Não se sabe como vão funcionar estes quadrados, na prática. O DN diz que haverá polícia de metralhadoras, para dissuadir, uma manifestação de força que não deixa de ser uma imagem policial duvidosa numa noite de fim de ano, mesmo nas atuais circunstâncias.
O secretário Regional do Turismo sensibilizou os madeirenses a verem o fogo-de-artifício a partir de casa. O Governo Regional colocou zonas específicas para quem não tiver possibilidade de ver na sua residência. Para o efeito, foram colocadas zonas circunscritas a pessoas da mesma família, sendo que continuarão a ser exigidas as medidas de uso de máscara e de distanciamento social.
"Ao todo, o Governo estabeleceu um limite de até 10.300 pessoas poderem ver o espetáculo pirotécnico nos locais designados para o efeito, sendo estes a Praça CR7, Avenida Sá Carneiro, Avenida do Mar, miradouros da Nazaré e das Neves (com acesso controlado e limitado a 380 pessoas) e Pico dos Barcelos (515 pessoas)", referiu Eduardo Jesus em conferência recente.
O espetáculo pirotécnico será transmitido na RTP-Madeira, no canal naminhaterra.com e a banda sonora numa rádio, através de um canal dedicado, o 97.8 FM.
Ontem, porque a situação provocou alguma ironia, o Governo acrescentou uma explicação ao facto de ter assinalado a rádio como uma possibilidade alternativa: "Esta possibilidade, a rádio, transforma o fogo-de-artifício num espetáculo piro-musical"
Apesar de todas as dúvidas, se houver cumprimento, corre tudo bem. Mesmo com a ocupação a ser por ordem de chegada.



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