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  • Henrique Correia

Passageiros chegaram ao Porto Santo e esperaram uma hora para fazer teste


Falta de recursos humanos, neste momento, começa a criar dificuldades e é alerta para o maior movimento que se prevê para o verão na ilha dourada.



É um dado adquirido que a estrutura de rastreio à Covid-19 montada nos aeroportos da Região registou um elevado grau de qualidade organizativa, constituindo mesmo uma mais valia para dar segurança aos residentes e aos visitantes.

Mas a verdade é que nos últimos dias, no aeroporto do Porto Santo, sucedem-se os relatos de passageiros que chegam a esperar uma hora e mais para que se submetam ao teste obrigatório (os que não trazem teste feito e não têm vacinação completa), situação que é tanto mais aflitiva quanto maior o movimento aéreo para a ilha, onde se prevê para este próximo verão uma enchente num contexto sem novos casos de Covid-19.

Estes constrangimentos verificados no Aeroporto do Porto Santo, segundo apurámos, prendem-se com a falta de meios humanos, que estão preparados para pouco movimento mas deparam-se, por vezes, com um avolumar de trabalho sem a correspondente compensação desses meios.

A primeira abordagem é feita pelos mesmos profissionais que depois da triagem de todos os passageiros desembarcados, e só depois, são eles próprios que fazem os testes. Percebe-se, assim, o motivo da longa espera para alguns passageiros que optam pelo teste à chegada.

Num momento em que o Porto Santo "chama" pelo turismo com uma "arma" importante que é a segurança, também será conveniente que a autoridade de saúde regional, em articulação com a delegação de Saúde da ilha, possam ter capacidade de resposta, rápida e eficaz, para cativar visitantes e não afastá-los num contexto de grande importância para um setor determinante para a Economia da Região, mas também, de forma particular, para a ilha que se "vende" como livre de Covid-19 e que se quer vender, certamente, sem problemas de morosidade de procedimentos.



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