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Passos largos para o Poder...

Foto do escritor: Henrique Correia
Henrique Correia
há 3 horas
3 min de leitura



O homem que tirou os subsídios de Natal e de Férias aos funcionários públicos e pensionistas admite voltar. Critica Montenegro e elogia André Ventura. Passos Coelho prepara regresso ao PSD e ao Poder no País. Se assim for, fica a decisão para a memória dos portugueses, que não raras vezes é curta.





A 15 de outubro de 2011, o então primeiro-ministro Pedro Passos Coelho anunciou que as medidas do OE2012 visam garantir o cumprimento dos acordos internacionais, e que passam, entre outras, pela eliminação do subsídio de férias e de Natal para os funcionários públicos e pensionistas que recebem mais de mil euros por mês, enquanto durar o programa de ajustamento financeiro, até ao final de 2013, explicava o Expresso numa informação sobre a decisão governamental.

"Os vencimentos situados entre o salário mínimo e os 1000 euros ficarão sujeitos a uma taxa de redução progressiva, que corresponderá em média a um só destes subsídios. As pensões acima do salário mínimo e abaixo de mil euros sofrerão, em média, a eliminação de um dos subsídios.

Passos afirmou que "há um desvio orçamental de 3 mil milhões de euros" e anunciou também que o executivo "vai reduzir o número de feriados e permitir que as empresas privadas aumentem o horário de trabalho em meia hora por dia, sem remuneração adicional".

Estamos em 2026 e o mesmo Passos Coelho, em entrevista à SIC, diz ao que vem depois de diversas aparições públicas de crítica ao atual Governo de Luís Montenegro, o líder parlamentar ao tempo de Passos. A entrevista teve o propósito de continuar a pressionar o Governo e de continuar a elogiar a André Ventura, que diz ter

“bastante mérito” e tem demonstrado uma “iniciativa notável”. Passos gosta de Ventura, mas não gosta de algumas medidas do CHEGA, como por exemplo a baixa da idade da reforma", o que não surpreende vindo de quem vem

Ao desgastar a liderança de Montenegro, através das suas cada vez mais frequentes intervenções públicas, Passos Coelho prepara o cenário para a mais do que certa perda de votos do PSD, atendendo às sondagens que remetem a AD para o terceiro lugar, mas também prepara terreno para, num futuro, poder contar com uma aliança PSD/CHEGA. Como diz o povo, junta-se a "fome com a vontade de comer".

Passos diz que "quanto mais se deixe o Chega fora de qualquer solução, mais provável é que o Chega se sinta muito à vontade para não ser testado nas ideias que está a defender. E para ganhar as eleições”.

Mas de concreto, o antigo primeiro-ministro admite regressar à vida política sevo PSD "não for bem-sucedido". E pode acontecer. Passos tem uma explicação: "O PSD “tinha a obrigação” de ter tentado um acordo com Chega e IL para governar durante quatro anos".

“Se eu tivesse de equacionar um regresso à política ativa, tinha de corresponder à ideia de que eu tinha a obrigação e a possibilidade de fazer alguma coisa de diferente que não está a ser feito”.

Passos traça uma estratégia de quem vê o Poder ao fundo, não acredita no PSD, mas diz que o PSD pode vir a ser “bem-sucedido” na governação e que pode sair da “armadilha política imensa” de fazer acordos ora com o PS, ora com o Chega, considerando que tal impede o executivo de fazer reformas mais profundas.

“Se eu tivesse de equacionar uma possibilidade dessas, teria de corresponder a uma situação em que o PSD, visivelmente, não tivesse a possibilidade de entregar um resultado satisfatório, de fazer aquilo que o país precisa e eu achar que o poderia fazer. E se isso vier a acontecer, eu ponderarei e tomarei a iniciativa, se for caso disso”, refere uma publicação da SIC.

 
 
 

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