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  • henriquecorreia196

Passou do PAN para o PSD a acaba em Provedor do Animal escolhido pelo Governo


O JPP apontou decisão a "outros motivos que não o da causa animal, que terão levado a vice-presidência a apresentar a proposta, ao invés da Secretaria Regional que tutela o setor".



Pedro Calado foi defender que a proposta do Provedor do Animal está no programa de governo.


A política tem destas situações, não só no Governo Regional, mas um pouco por quase todo o lado da política, onde a falta senso, quando não é maioritariamente a falta de ética e vergonha na cara, acabam por passar para um plano muito inferior nesta dialética governativa em que o povo, sem dar por isso, leva tudo na desportiva, juntando-se a isso uma oposição que, na generalidade, até pelo quadro parlamentar em vigor, é mais fraca do que outras anteriores, mesmo que, então, com menor representatividade de cada grupo.

A expressão à mulher de César não basta ser séria, tem de parecê-lo, encaixa-se perfeitamente em algumas decisões, umas com maior visibilidade do que outras, mas umas mais "escandalosas" do que outras, por parecer aproveitamento descarado, por muiti séria que seja a decisão.

O que se passou com o anterior dirigente do PAN, João Henrique Freitas, entretanto militante do PSD (o que não configura nada de extraordinário em função do histórico que o próprio PSD tem neste domínio de "transferências", algumas até chegaram longe no partido), constitui uma situação merecedira, no mínimo, de reflexão do ponto de vista decisório. É verdade que a entrada no partido já se deu há cerca de um ano e na política não há períodos de "carência", o chamado retorno das decisões pode acontecer logo, mas o facto de ter sido encontrado um cargo que se encaixa no perfil, neste caso Provedor do Animal, remunerado deixa aquilo a que o povo diz como "a pulga atrás da orelha". E, claro, sucedem-se os comentários sobre o que está subjacente a uma proposta, repentina, sobre esta grande necessidade e urgência num assunto que se torna quase como prioritário. Não há uma pessoa, com o senso mais apurado, que veja isto? Mesmo sabendo que estas situações estão mais ou menos controladas do ponto de vista da opinião pública e, como dizia Jardim, também da opinião publicada, a verdade é que do ponto de vista da ética existem algumas questões a colocar.

É nesta parte, desde que através de análises corretas, que as redes representam uma "pedra no sapato". Mas os políticos já sabem disso e parece que fica tudo bem, tudo está certo do ponto de vista da seriedade, a ser e a parecer.

Mas neste particular, honra seja feita, o JPP levantou a dúvida no Parlamento e houve algumas vozes, como por exemplo Nuno Morna, candidato pela Iniciativa Liberal, que apontou como certo o que disse ser um "taxinho" à medida.

O JPP publicou, no Facebook, uma nota onde recorda que "em março último, o vice-presidente do grupo parlamentar do JPP, Rafael F. Nunes, questionava os motivos por detrás da decisão do Governo Regional, nomeadamente, de Pedro Calado, vice-presidente do executivo, avançar com uma medida que nunca tinha sido defendida pelo PSD.

O deputado do JPP, apontou a outros motivos que não o da causa animal, que terão levado a vice-presidência a apresentar a proposta, ao invés da Secretaria Regional que tutela o setor, já que Pedro Calado é também candidato à Câmara Municipal do Funchal. Rafael Nunes lembrou que a maioria PSD chumbou sucessivas propostas semelhantes, com o argumento de “criação de tachos”.

A Assembleia discutiu, na generalidade, o projeto de resolução, da autoria do PSD, intitulado “Recomenda a criação da figura do Provedor do Animal” e dmo projeto de decreto legislativo regional, da autoria do PCP, intitulado “O Provedor do Animal na Região Autónoma da Madeira” após apreciação pela 3ª Comissão Especializada. O projeto do PCP não previa remuneração.

Pedro Calado defendeu que esta figura do Provedor do Animal estava no programa de Governo, sufragado pela população.



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