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  • Henrique Correia

Pedro Calado vai alterar o projeto da ciclovia


A alteração anunciada, hoje, pelo Presidente da CMF, implica que a ciclovia seja suprimida em cerca de 100 metros.


O novo presidente da Câmara Municipal do Funchal vai mudar a ciclovia. Foi um dos temas quentes da campanha envolvendo críticas ao anterior líder da Autarquia.

Calado visitou o local e disse mesmo que "vai alterar o projeto da ciclovia, na Estrada Monumental junto ao Hotel Baía Azul para permitir duas faixas de rodagem (Funchal-Câmara de Lobos e Câmara de Lobos-Funchal) como existia antes, evitando desta forma que os automóveis que venham de Câmara de Lobos sejam obrigados a efetuar a descida pelo referido hotel.

Numa nota do gabinete de comunicação da Autarquia, refere-se que "a alteração anunciada, hoje, pelo Presidente da CMF, implica que a ciclovia seja suprimida em cerca de 100 metros, podendo-se no futuro retomar o projeto se forem encontradas soluções urbanísticas, que envolvem, neste momento, 3 imóveis a Norte da Estrada Monumental".

A mesma nota sublinha Durante a campanha eleitoral, Pedro Calado já tinha assumido o compromisso de encontrar uma alternativa para o problema de congestionamento de trânsito que se verifica atualmente naquela zona".

O presidente da CMF considera "urgente tomar nesta altura uma decisão em termos de futuro, tendo em atenção o previsível aumento de habitações que serão construídas naquela zona oeste. Para Pedro Calado, não fazia sentido nenhum, atendendo à limitação das faixas de rodagem, estar a privilegiar um circuito de ciclovia em detrimento da circulação automóvel, que é neste momento uma necessidade de toda a população. As obras estiveram paradas, mas já foram retomadas. A conclusão está prevista para fins de janeiro inicio de fevereiro".

Pedro Calado anunciou ainda que "após concluída esta empreitada, abrirá novo procedimento concursal, para retirar os separadores centrais e os pinos no trajeto da ciclovia na Ponte do Ribeiro Seco, criando aí uma faixa privilegiada para a circulação de veículos prioritários e transporte de passageiros, obra que prevê ficar concluída em março do próximo ano. “Não podemos fazer mais cedo, porque estamos a falar de uma obra que tinha o visto do Tribunal de Contas e, legalmente, somos obrigados a cumprir prazos e procedimentos, mas temos que retificar urgentemente aquilo que não foi bem feito”, salientou o presidente da Câmara Municipal do Funchal.

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