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Prada diz "basta" de esperar mais deste Estado e desta oposição

Foto do escritor: Henrique Correia
Henrique Correia
20 de jan. de 2021
2 min de leitura

"Esperávamos mais de um Governo da República que continua irredutível no seu registo habitual, a pensar Portugal circunscrito a Lisboa.



José Prada, vice presidente do Parlamento Regional, deputado e secretário-geral do PSD Madeira, assumiu hoje, na Assembleia, uma posição crítica relativamente à ausência de resposta, por parte do Estado, à crise pandémica na Região, mas também aos temporais de 25 de dezembro no norte da ilha. Dirigiu igualmente criticas à oposição por aquilo que considera ser uma política sem ideias, oposição que apontou como sendo "traída pelas suas próprias contradições".

O social democrata diz que, de tanto esperar mais, do Estado, talvez tenha chegado o momento de não esperar mais.

Prada acusa a governação socialista da República de dar "provas de que não sabe gerir o País nem muito menos respeitar as suas Regiões Autónomas".

Enumera situações que sustentam esta intervenção com alvos bem definidos: "Esperávamos mais de um Governo da República que continua irredutível no seu registo habitual, a pensar Portugal circunscrito a Lisboa.

Que continua indiferente às necessidades aqui agravadas pela pandemia, prejudicando milhares e milhares de Madeirenses, tão Portugueses como quaisquer outros.

Que nega apoios, que ignora dificuldades e que até hoje, parece não ter dado conta do grave temporal que afetou o norte da Madeira no final do ano passado.

Que até quis hipotecar o Centro Internacional de Negócios e o futuro de milhares de trabalhadores, além da fundamental receita fiscal para a Madeira.

E que mais não faz do que se limitar a governar um País – perdoem-me, um território continental, que deixa de fora duas Regiões Autónomas – que há muito e há vários níveis, se encontra desgovernado e sem qualquer rumo".

Mas Prada esperava mais, também, da oposição. Sem falar especificamente em partidos, não é dificil fixar o PS liderado por Paulo Cafôfo como o ponto forte das acusações: "Esperávamos mais de uma oposição que se limita a criticar o bom trabalho que foi e que continua a ser feito. Que primeiro foi contra as medidas, que depois foi a favor e que agora, na falta de melhor argumento, questiona o porquê de serem tardias.

Uma oposição diariamente ultrapassada, traída pela sua própria contradição e que, inclusive, agora chega a esbarrar na mediocridade, quando apresenta medidas, ditas ambiciosas, que há muito estão em marcha e a ser trabalhadas por esta Assembleia, como é o caso da revisão da Lei das Finanças Regionais.

Uma oposição que localmente onde é poder, pouco fez e continua a pouco fazer, pelas populações que mais sofrem, pelas famílias que perderam os seus rendimentos e pelas empresas que estão em causa".

José Prada lembra 2021 como "um ano extremamente exigente para todos. Um ano decisivo, também do ponto de vista político", pensando naturalmente nas importantes, para o PSD-M, eleições autárquicas, onde a estrutura "laranja" tem aspirações. Mas também outros desafios, resultantes da pandemia: "Temos, pela frente, o enorme desafio de sabermos cuidar de nós próprios, a pensar no todo que somos. A defesa da saúde pública continuará a ser a grande prioridade, a par e passo, em equilíbrio, com a progressiva recuperação social e económica que se impõe...E não pactuaremos com a demagogia e a mentira dos que se afirmam como o futuro desta terra, quando nem sequer sabem ser presente".

 
 
 

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