Prada foi a Santana avisar que não aceita "divergências internas" no PSD-Madeira

O secretário-geral foi direto para "estancar" quem queira "meter areia na máquina": "Somos um Partido que convive bem com a diferença e com a crítica, mas que não pode aceitar, muito menos nesta fase, diferendos internos"

Albuquerque e Prada apontam para vitória social democrata nas Autáquicas em 2021. As eleições internas são a 23 de outubro e o congresso regional a 21 e 22 de novembro.
Confiança no futuro da gestão social democrata na Madeira ao ponto de ganhar as eleições autárquicas de 2021, críticas à República pela falta de apoio à Região e a marcação das eleições internas para dia 23 de outubro, entre as 17.30 e as 20.30 horas, em cada uma das sedes concelhias, bem como o Congresso Regional nos dias 21 e 22 de novembro, no Madeira Tecnopolo, marcaram sobermaneira o conselho regional do PSD Madeira, realizado hoje, em Santana.
O líder Miguel Albuquerque acredita que "não existe nenhuma razão para que o PSD não saia vencedor nas Eleições do próximo ano" e diz que "é nesse princípio e na certeza de reforçarmos o nosso poder autárquico que temos de nos concentrar, unidos e mobilizados rumo à Vitória".
José Prada, o secretário-geral, subscreveu as palavras do líder e fez uma declaração que não deixa qualquer dúvida relativamente à necessidade de haver unidade interna. Se há, neste momento, e há quem diga que sim, Prada enviou um "aviso à navegação". Se não há, é para evitar males maiores: "Não há lugar, dentro do Partido, a divergências ou a diferendos internos. Somos um Partido que convive bem com a diferença e com a crítica, mas que não pode aceitar, muito menos nesta fase, diferendos internos, até porque o nosso adversário está lá fora e a nossa guerra não é nem nunca foi entre companheiros”, disse, na ocasião, assumindo a vitória nas Eleições Autárquicas do próximo ano como “mais um desafio a ultrapassar, com sucesso".

O Conselho Regional "lamenta que o Governo das Esquerdas que gere os destinos de Portugal se mantenha totalmente alheio à realidade difícil que esta Região atravessa".
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As conclusões do conselho regional trouxeram críticas à República: "Mais uma vez, lamenta-se que o Governo das Esquerdas que gere os destinos de Portugal se mantenha totalmente alheio à realidade difícil que esta Região Autónoma atravessa, preferindo olhar para esta parcela do território português com base nos seus interesses e intuitos políticos e, não, com o sentido de Estado que lhe competia, numa total e evidente falta de respeito e de consideração para com os cidadãos que aqui residem, tão portugueses como quaisquer outros".
O documento refere que "contra a indiferença e a falta de resposta que o Governo da República teima em manter – pese embora as inúmeras tentativas de diálogo e concertação levadas a cabo pelo Governo Regional – o Conselho Regional reitera que o PSD não desistirá de nenhuma das reivindicações expressas pela Região e que delas fará eco, novamente, no próximo Orçamento de Estado para 2021. Assim como não desistirá de pressionar o Estado para que, ao abrigo da negociação do próximo Quadro Financeiro Plurianual, a Madeira veja assegurados os fundos comunitários a que tem direito.
O PSD Madeira revela que o objetivo de vitória "exigirá a união e a mobilização de todos os Militantes do Partido em torno deste objetivo e a garantia de que tudo será feito para restabelecer a confiança, a prosperidade e a estabilidade social e económica nos Municípios que, hoje, governados pela oposição, são Municípios sem visão, sem estratégia, sem investimento e, acima de tudo, sem rumo, que apenas vivem ao sabor da propaganda política e de promessas por cumprir".



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