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Presidente da Assembleia "arrasado" pelo protocolo na posse da SEDES

Foto do escritor: Henrique Correia
Henrique Correia
6 de dez. de 2022
2 min de leitura

Declinar o convite ou fazer-se representar por terceiras linhas seriam opções mais razoáveis. Se as entidades organizadoras não pretenderem dar dimensão a José Manuel Rodrigues, pura e simplesmente não convidam.



Os princípios da representação da Autonomia têm sido passados para segundo plano em diversas iniciativas, umas vezes por desconhecimento, outras por questões políticas que visam, previamente, assegurar protagonismos a determinados responsáveis em cerimónias ocorridas na Região, designadamente no acontecimento recente no Dia do Funchal em que nem o Representante nem o presidente da Assembleia foram convidados para que o presidente do Governo pudesse presidir à sessão solene.

Precisamente para salvaguardar a Autonomia, ficou estabelecido que, na Região, só o Presidente da República, o presidente da Assembleia da República e o primeiro-ministro têm lugar de topo no protocolo quando em "confronto" com as instituições da Região e na Região, sendo que neste particular o Representante da República, o presidente da Assembleia e o presidente do Governo surgem nas posições imediatas.

Na tomada de posse do Conselho Coordenador da associação cívica SEDES Madeira, no Colégio dos Jesuítas, a mesa de honra foi estabecida sem atender ao protocolo, uma vez que o presidente da Assembleia foi relegado para a plateia quando a sua presença exigia primeiro lugar na mesa e com intervenção. Nem uma coisa nem outra. E das duas, uma. Ou não ia e fazia representar-se por uma secretária da mesa do Parlamento (se fosse representado por um dos vices estes teriam o mesmo estatuto do prrsidente em termos de representatividade), ou ia e exigia reconhecimento devido de representação do principal órgão da Autonomia. Parecendo de menor importância, é por aqui, também, que começa a defesa da Autonomia.

Desta forma, o primeiro representante da Região foi relegado para um lugar menor, enquanto as posições definidas na mesa estabeleceram prioridades para Miguel Albuquerque (primeiro no protocolo entre os presentes na mesa), ministro da Economia (segundo), presidente da Câmara Municipal (terceiro), Reitor da UMa (quarto) e coordenadores nacional e regional da SEDES (quinto e sexto).

São várias as fontes que fazem uma observação relativamente ao papel das assessorias nestes casos, outras apontam a estratégia de José Manuel Rodrigues de ir a todas como sendo de tal modo que tem provocado alguns constrangimentos de representação, que no tempo de Jardim eram resolvidos com inexistência de convites, quer para o então ministro da República e o presidente da Assembleia, na altura sem a sensibilidade política de hoje, uma vez que ao tempo eram do PSD e ficava tudo "dentro de portas". Agora, sendo José Manuel Rodrigues do CDS, em governo de coligação, é mais dificil resolver estes contornos de representação. Declinar o convite ou fazer-se representar por terceiras linhas seriam opções mais razoáveis. Se as entidades organizadoras não pretenderem dar dimensão a José Manuel Rodrigues, pura e simplesmente não convidam. Como Calado fez no Dia da Cidade.

 
 
 

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