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Projeto de pavimentação da estrada das Ginjas está suspenso

Foto do escritor: Henrique Correia
Henrique Correia
4 de jun. de 2021
2 min de leitura


Associação Civica para a Defesa e Proteção da Floresta Laurissilva pede à UNESCO para declarar a Floresta Laurissilva da Madeira Como “Bem Natural Classificado em Perigo”.



O diretor regional do Ambiente anunciou hoje, em declarações à RTP Madeira, a suspensão do projecto de pavimentação da polémica estrada das Ginjas.

Ara Oliveira diz que o promotor da obra, a secretaria regional da Agricultura, tinha duas soluções, ou avançava face a uma declaração de impacto ambiental muito condicionada, muito exigente face a novas medidas constantes no próprio estudo de impacte ambiental, ou suspendia o processo para apresentar outra proposta mais amadurecida e melhor pensada. Contamos receber um novo projeto".

Esta decisão foi revelada no dia em que a Associação Cívica para a Defesa e Proteção da Floresta Laurissilva anunciou ter solicitado à UNESCO, diretamente à sua Diretora Geral Mme. Audery Azoulay, o desenvolvimento das ações necessárias para a Declaração da Floresta Laurissilva da Madeira Como “Bem Natural Classificado em Perigo”.

A associação refere que "a Floresta Laurissilva da Madeira, não é um “bem” disponível e materialmente manipulável em função dos interesses de Autarquias ou do Governo Regional. É um bem nosso, mas comum com toda a humanidade.

Partilhamos uma responsabilidade enorme e de escala global. Considerar que este pedaço de Floresta Laurissilva ou qualquer outro “pertencem” a “donos” ou Morgados é uma falacia.

“Querendo ou não querendo”, o presidente do governo regional tem e deve cumprir com as convenções internacionais e com os compromissos do seu governo para com as entidades classificadoras e contribuintes para a sua manutenção. A floresta Laurissilva não lhe pertence, ou então, assuma a sua desclassificação como património da humanidade, “quer queira quer não”, as suas responsabilidades políticas e sociais são suas. E a nossa História o julgará…"

Aquela associação ambiental denuncia, ainda, que outras agressões acontecem neste preciso momento no interior do perímetro classificado como Floresta Laurissilva. A 1000 m do local onde nos encontramos uma desmatação total de mais de 20000 m2 de floresta está a acontecer.

Também esta ocorrência está identificada no nosso pedido de declaração de “bem património mundial em perigo” . O Plano de gestão da Floresta da Laurissilva permite fazer e aceitar tudo o que se queira no interior da Laurissilva.

Tal plano e regras de gestão contradizem a Convenção da UNESCO e demais legislação Europeia e Portuguesa.

Tal plano de gestão da Floresta Laurissilva, (POGFL-Plano de Ordenamento e Gestão da Floresta Laurissilva) não passa de um instrumento falacioso e daninho, pois permite estas agressões".

Recorde-se que em 2019, o presidente do Governo Regional tinha afirmado que a construção da estrada das Ginjas, que vai ligar São Vicente ao Paul da Serra, vao avançar, sublinhando que tal vai acontecer mesmo que alguém não queira, frisando trabalhar sempre em prol do desenvolvimento e dos interesses da população e não de opiniões isoladas.

Uma declaração que foi muito aplaudida pelas muitas pessoas que estiveram, nesta tarde de quarta-feira, na reabertura oficial do hotel Calamar, totalmente remodelado, após investimento feito pelo casal António e Rosa Figueira, que foram elogiados pelo presidente do Governo Regional. O líder madeirense sublinhou a sua honra por estar em «mais uma inauguração no concelho de São Vicente», lembrando o papel que o Calamar teve no turismo daquela zona", refere uma informação que podemos encontrar no site da DRA.


 
 
 

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