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PS e PSD em empate técnico, Chega mantém terceiro lugar e CDS mantém "eclipse"

Foto do escritor: Henrique Correia
Henrique Correia
24 de jan. de 2022
2 min de leitura


António Costa insistiu no pedido de maioria absoluta ao mesmo tempo que fechou portas, por um lado ao PSD e por outro ao Bloco e à CDU. Entrou, assim, como que num beco sem saída.




A sondagem diária da CNN Portugal dá hoje uma previsão de empate técnico, agora com o PS ligeiramente à frente com 34,1% e o PSD em segundo com 33,5%. A tendência de subida social democrata e o percurso socialista de descida. Quando faltam cinco dias de campanha.

Relativamente aos restantes partidos, importantes para eventuais acordos pós eleições, temos que esta consulta revela um Chega a baixar, por comparação com o dia anterior, mas a manter-se como terceira força, com 6,6%, deixando para trás o Bloco com 5,5%, a Iniciativa Liberal (que mantém uma previsão de resultados que lhe podem conferir um papel importante) com 5,3%, a CDU com 5,1%. Os restantes, temos o PAN com 1,6%, o Livre com 1,2% e o CDS quase "desaparece" com 0,8%, sendo este um facto que, a confirmar-se nas urnas, remete o partido para um "eclipse" existencial quase total.

A verdade é que a uma semana das eleições, o líder social democrata parece erguer-se de um cinzentismo que caraterizou a liderança do PSD, para uma atitude enérgica que o tem levado à subida nas sondagens, enquanto António Costa insistiu no pedido de maioria absoluta, sabendo que quase já não há "disso", ao mesmo tempo que fechou portas, por um lado ao PSD e por outro ao Bloco e à CDU. Entrou, assim, como que num beco sem saída, não pode pedir outra coisa e não pode dizer o contrário do que disse e sentar-se à mesa com o Bloco e com a CDU, que segundo o próprio Costa não lhe merecem confiança.

Ao contrário, Rui Rio mostrou abertura para quase todos, menos para o Chega. E diga-se, porque isso pode acontecer, Rio pode muito bem ter um parceiro de peso conjuntural, a Iniciativa Liberal, que tem feito uma boa campanha e tem um bom líder.

A verdade é que, neste momento, faltando cinco dias para o final da campanha, Costa está um pouco encostado às cordas. Num momento em que Catarina Martins, percebendo o que pode acontecer à direita, antecipou-se e convidou António Costa para uma reunião de entendimento a 31 de janeiro, o dia depois das eleições, não deixando esta atitude de poder ser também entendida como um reconhecimento que ao ter chumbado o Orçamento sem que tivesse havido grande alteração relativamente a orçamentos passados em que aprovou, além do factor pandemia, pode ter contribuído para empurrar Portugal para o "colo" da direita.


 
 
 

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