PS esclarece: “Dívida não reconhecida é muito diferente de dívida dentro de gavetas"

“A dívida é à ARM, que, como todos já sabemos, aumentou os preços de forma unilateral e ilegal, ou seja, de forma ilegítima e não fundamentada”.

O Grupo do Partido Socialista na Assembleia Municipal do Funchal acusa o presidente da Câmara Municipal, Pedro Calado, de, mais uma vez, estar a enganar os funchalenses, desta feita relativamente às contas da autarquia, refere uma nota do partido.
"Na sequência das notícias que têm vindo a ser avançadas, primeiro relativamente a uma dívida de 30 milhões de euros, e hoje sobre um alegado prejuízo financeiro de 41 milhões de euros, os socialistas acusam o executivo camarário de distorcer e baralhar a realidade propositadamente para induzir os munícipes em erro", reforça a mesma informação.
Andreia Caetano, porta-voz do PS, desmonta a mentira de Pedro Calado ao falar em dívida oculta e “dentro de gavetas”, quando afinal o que está em causa é o contencioso com a Águas e Resíduos da Madeira (ARM), há muito tornado público e do qual o atual edil tinha conhecimento, ou não fosse aquela empresa tutelada pelo Governo Regional do qual o próprio foi vice-presidente.
“A dívida é à ARM, que, como todos já sabemos, aumentou os preços de forma unilateral e ilegal, ou seja, de forma ilegítima e não fundamentada”, o que levou a um processo judicial intentado pela anterior vereação e do qual o próprio Pedro Calado diz não ter desistido. “Dívida não reconhecida é muito diferente de dívida ‘dentro de gavetas’, como o PSD bem conhece”, esclarece, vincando que enquanto vice-presidente do Governo, Calado “tinha perfeito conhecimento da existência destas faturas, porque foi a própria ARM que as emitiu”. Inclusivamente, diz ainda Andreia Caetano, as faturas eram emitidas separadamente (a parte reconhecida da parte não reconhecida), pelo que se esta polémica agora levantada “não é aldrabice, então é incompetência”.



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