PS-M defende que a Região deve complementar medidas da República

Sérgio Gonçalves: "Nos Açores, temos taxas de IVA de 4, 9 e 16%, ao passo que na Madeira essas taxas são de 5, 12 e 22%. Só na taxa normal, há uma diferença de 6%".

O presidente do PS Madeira elogiou hoje o pacote de medidas ontem apresentado pelo Governo da República, com vista a ajudar as famílias a fazerem face ao aumento dos preços, mas entende que o Executivo madeirense deve adotar medidas para complementar as anunciadas.
Em conferência de imprensa realizada esta manhã, Sérgio Gonçalves salientou que "as soluções apresentadas pelo primeiro-ministro, que naturalmente beneficiam também os madeirenses, são muito importantes no sentido de aumentar o rendimento disponível dos cidadãos e das famílias e de mitigar o aumento dos preços".
Pelo contrário, Sérgio Gonçalves "não vê" o Governo Regional "usar a Autonomia de que dispomos para implementar medidas que complementem as da República e ajudem os madeirenses a enfrentarem a inflação e o aumento do custo de vida que já se verifica há vários meses".
Tal como fez questão de sublinhar, o PS Madeira tem vindo a defender medidas específicas que permitam enfrentar este aumento dos preços, nomeadamente a aplicação do diferencial fiscal de 30% nas taxas do IVA e em todos os escalões do IRS, solução que o Governo Regional se recusa a adotar. “Nos Açores, temos taxas de IVA de 4, 9 e 16%, ao passo que na Madeira essas taxas são de 5, 12 e 22%. Só na taxa normal, há uma diferença de 6% entre aquilo que os madeirenses e os açorianos pagam”, referiu, acrescentando que esta medida seria muito importante para reduzir o custo de vida.
melhorar a vida de todos”.
Sérgio Gonçalves deu ainda conta de várias iniciativas apresentadas pelo PS em favor da Madeira, entre as quais a aprovada na Assembleia da República e que consagra a integração da Região nos Territórios de Baixa Densidade, que permitiu reduzir as taxas de IRC sobre as empresas dos concelhos da Costa Norte e do Porto Santo.
No plano do Parlamento regional, lembrou as propostas no sentido de dar incentivos aos emigrantes regressados à Região e que queiram criar os seus próprios negócios nestes mesmos territórios, os apoios à reabilitação de habitações em espaço rural e os apoios à contratação de jovens para as empresas sediadas nestas zonas.



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