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PS-M propõe fim da Derrama e João Pedro Vieira reage: "Quem representam afinal?"

Foto do escritor: Henrique Correia
Henrique Correia
15 de jul. de 2022
2 min de leitura

"Não sei para onde caminha um partido que defende a redução de todos os impostos na Região".





O líder do PS Madeira vai propor a eliminação da taxa de Derrama regional, que incide sobre as empresas com lucro tributável superior a 1,5 milhões de euros. Sérgio Gonçalves fez o anúncio esta tarde de sexta-feira aquando de uma visita que o PS efetuou à Expomadeira, onde vincou a necessidade de reduzir impostos na Região e, além do IVA e IRC, considerou que há outras taxas que ainda incidem sobre as empresas e cuja redução ou eliminação só depende do Governo Regional.

“Na próxima semana, no debate sobre o Orçamento Regional, iremos solicitar a eliminação da taxa de Derrama regional, que incide sobre as empresas com lucro tributável superior a 1,5 milhões de euros. Nós entendemos que, se queremos captar mais empresas e se queremos defender as empresas da Região e permitir que elas cresçam, temos, efetivamente, de reduzir uma taxa que foi criada como uma medida orçamental de caráter temporário e que já não tem razão de existir”.

Esta posição de Sérgio Gonçalves já mereceu reação por parte do antigo secretário-geral socialista, o médico João Pedro Vieira, que na sua página do Facebook não poupou críticas à liderança socialista. Para já, com uma interrogação: "Para onde caminhamos?"

João Pedro Vieira revela ter acabado de saber que o PS Madeira propôs hoje o fim da derrama para empresas com lucros tributáveis acima de 1,5 milhões de euros - "um imposto com efeitos residuais na contabilidade dessas empresas, mas que representa muito para quem deles usufrui: o Estado Social".

O socialista que também foi vereador de Paulo Cafôfo na Câmara do Funchal escreve: "Não sei para onde caminha um partido que defende a redução de todos os impostos na Região - IRS, IVA, IRC e, agora, derrama. Sei que não respeita o seu património político histórico, inclusive a sua prática recente na Câmara Municipal do Funchal, onde introduziu a derrama no seu primeiro ano de mandato para depois ver o PSD simbolicamente revertê-la como primeiro acto de governação, e suspeito que esteja muito, muito distante do que defendem os socialistas madeirenses. Ou os socialistas dos Açores, que aprovaram em 2016 a derrama regional. Ou os socialistas portugueses, que criaram a derrama estadual em 2010".

Para João Pedro Vieira "o único cabaz de propostas semelhante de que me lembro foi entregue pela Conselho Nacional das Confederações Patronais (CNCP) ao Governo da República, na preparação do Orçamento do Estado para 2022...Num momento em que à esquerda se discute a importância de criar mecanismos de tributação sobre lucros inesperados, apresentam-se propostas que caminham precisamente no sentido oposto.

Quem representam afinal?"

 
 
 

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