PS Madeira reage a duas vozes à "forma enviesada de avaliar os dados"

Paulo Cafôfo: "Se não fosse a ZFM essas empresas não estariam instaladas na Madeira"; Carlos Pereira: "A praça financeira não custa absolutamente nada ao Estado".

Primeiro foi o líder do PS Madeira a reagir ao título de capa do "Negócios" com a mensagem que a Zona Franca custa 80 milhões quando estão em referência benefícios fiscais. Depois, foi Carlos Pereira, deputado pelo PS Madeira na Assembleia da República.
Cafôfo diz que apelidar este valor como custo "é uma forma enviesada de avaliar os dados". Lembra ser "natural que se não fosse a Zona Franca da Madeira essas empresas não estariam instaladas na Madeira, pelo que nem haveria qualquer receita fiscal".
Paulo Cafôfo reforça o interesse do PS Madeira em contribuir para uma Zona Franca da Madeira que seja credível, atrativa e que contribua de forma relevante para a economia madeirense com a criação de emprego local e geração de riqueza".
Já Carlos Pereira evidencia a importância da Zona Franca da Madeira (ZFM) do ponto de vista de atração de investimento estrangeiro e da criação de receita fiscal que é essencial para a Região.
O parlamentar madeirense afirma que "a praça financeira não custa absolutamente nada ao Estado, promove o investimento direto estrangeiro português e contribui para receitas fiscais fundamentais para a Região”.
Segundo explica Carlos Pereira, "os benefícios fiscais relacionados com a Zona Franca da Madeira funcionam como a lógica do utilizador-pagador. Não há custo nenhum efetivo, porque, sem essa possibilidade do benefício fiscal, não havia ninguém a quem cobrar”, vinca, rematando que, se assim não fosse, as empresas dirigiam-se para praças de outros países, como Irlanda, Malta, Chipre, entre outros", como refere uma nota a este propósito.



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