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PSD de Santa Cruz diz que metade da dívida com a banca já é de Filipe Sousa

Foto do escritor: Henrique Correia
Henrique Correia
4 de fev. de 2021
2 min de leitura


"O Executivo Municipal de Santa Cruz deixou mais uma vez evidente que gere os dinheiros públicos à luz dos seus interesses eleitoralistas"


O PSD de Santa Cruz revelou hoje que "50% da dívida que o Município tem para com a banca foi contraída já no decorrer dos dois últimos mandatos liderados pelo atual presidente do Município de Santa Cruz”.

Esta posição social democrata surge numa reação a declarações do presidente da Autarquia, Filipe Sousa: "O Executivo Municipal de Santa Cruz deixou mais uma vez evidente que gere os dinheiros públicos à luz dos seus interesses eleitoralistas, tanto mais quando afirma que tem um saldo de gerência bruto a transitar de 4 milhões de euros – que em termos líquidos representa cerca de 2,9 milhões de euros, segundo o mesmo – e não se lembra de ter recentemente endividado o Município, ao contrair um empréstimo de 2,2 milhões de euros, quando afinal tinha dinheiro” afirma o PSD Santa Cruz, que critica a ilusão criada em torno da boa gestão desta autarquia, quando, na realidade, "apenas está a hipotecar o futuro da população que aqui vive”.

O PSD refere que “perante estas declarações, apenas se pode concluir que, quando o Presidente do Executivo diz que nada deve e que tem tudo pago a fornecedores, está apenas a iludir a população de Santa Cruz, já que quando paga a fornecedores com verbas cuja origem está em empréstimos bancários, transfere a dívida a terceiros para o sector bancário”, reforçam os Social-democratas, lembrando que, neste momento, “50% da dívida que o Município tem para com a banca foi contraída já no decorrer dos dois últimos mandatos liderados pelo atual presidente do Município de Santa Cruz”.

O procedimento correto, salienta o PSD, seria o de "canalizar esse excedente para os fins a que solicitou o empréstimo, mas apenas para fins sociais, não aumentado assim o valor da dívida do Município em mais 2,2 milhões de euros, acrescidos de juros" “Não faz sentido a Câmara Municipal ter esta verba e ter contraído, no ano passado, um empréstimo para amortizar em 20 anos, ao abrigo das facilidades concedidas pelo Estado no âmbito da pandemia – decisão sobre a qual o PSD não votou contra atendendo a que estava supostamente em causa o reforço dos apoios sociais no concelho – quando já sabia que teria saldo a transitar de valor superior a esse montante”, sublinham os Social-democratas, vincando que esta manobra de diversão, que hipoteca o futuro de Santa Cruz, "apenas pode ser entendida à luz de interesses políticos e partidários, em ano de eleições”.

 
 
 

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