PSD e CDS voltam a chumbar Orçamento do Funchal; "Uma irresponsabilidade histórica"

Miguel Gouveia reagiu acrescentando que "nem a maior pandemia do século foi suficiente para inverter a política de terra queimada do PSD e do CDS"

PSD e CDS chumbaram, pelo segundo ano consecutivo, o Orçamento da Câmara do Funchal, de 104 milhões de euros, apesar dos votos favoráveis da Coligação Confiança e da abstenção da CDU, do PTP e do deputado independente Orlando Fernandes. Mas por outro lado, aprovaram o Plano que, para executar, precisa do Orçamento.
"Uma irresponsabilidade histórica”, reagiu Miguel Gouveia, o presidente da CMF.
“2021 será um ano duríssimo, e era mais fundamental do que nunca poder enfrentar essas vicissitudes com um orçamento municipal aprovado, mas nem a maior pandemia do século foi suficiente para inverter a política de terra queimada do PSD e do CDS, e o boicote que estes partidos fazem a todos os funchalenses, por terem maioria na Assembleia Municipal e por quererem tomar de assalto o Funchal.”
Miguel Silva Gouveia sublinhou que este “era um Orçamento decisivo e sem paralelo, dado o contexto de pandemia que estamos a viver, e foi nesse sentido que reunimos com todas as forças políticas com representação na Assembleia Municipal, e que incluímos diversas propostas da Oposição neste Orçamento, manifestando, em todos os encontros mantidos, o propósito de estabelecer pontes e de encontrar soluções conjuntas para os desafios que a cidade vai enfrentar no próximo ano.” Apesar de terem aprovado as Grandes Opções do Plano para 2021, PSD e CDS chumbaram o orçamento que as financiava e o que “põe em causa cerca de 30 milhões de euros em investimentos públicos, que visavam melhorar a qualidade de vida da população, com projetos em Habitação, Reabilitação Urbana, Águas e Saneamento, Ambiente, Florestas e Acessibilidades, e que teriam um papel decisivo no sentido de ajudar o tecido empresarial local a debelar a crise, criando empregos e protegendo postos de trabalho."



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