PSD-M não precisa do CDS e líder do PS-M deve ir para reflexão - revela sondagem

O partido de Rui Barreto (CDS) perde poder negocial interno na coligação e estará provavelmente em causa a liderança da Assembleia, que assim só pode regressar ao PSD. Além da lista de deputados.

A menos de um ano das legislativas eleições regionais de 2023, uma sondagem da Aximage, para o DIÁRIO e TSF, revela que o PSD não precisa do CDS para ganhar as eleições confortavelmente e vale quase o dobro do PS liderado por Sérgio Gonçalves, que perde mais de 14 pontos percentuais relativamente a 2019. O PSD ganha com 44,3% em coligação com o CDS mas sozinho ganharia com 43,3%. O PS ficaria pelos 21,8%.
A mesma sondagem adianta que o JPP está em subida, a Iniciativa Liberal e o Chega podem entrar no Parlamento e CDU e BE em dificuldades.
Estes resultados não surpreendem relativamente ao que é a sensibilidade política diária na Madeira, bem como as dinâmicas operadas pelos partidos. Os indicadores, mesmo tendo em conta que as sondagens valem o que valem e a verdadeira sondagem só nas urnas, apontam no entanto para dados que merecem alguns reflexão por partr dos partidos.
Efetivamente, o PSD Madeira, apesar de todas as críticas de alguns percalços de governação, apresenta-se dinâmico do ponto de vista da operacionalidade partidária junto das bases, a que não estará alheio o facto do secretário-geral José Prada ter agora mais autonomia de ação face a Albuquerque, uma vez que o líder não tem muita paciência para a estratégia partidária corrente.
Este resultado da sondagem deixa claro, dentro do que se possa extrapolar da consulta, que a Coligação coom o CDS vai para a frente, por haver acordo, não por necessidade, mas o partido de Rui Barreto perde poder negocial interno na coligação e estará provavelmente em causa a liderança da Assembleia, que assim só pode regressar ao PSD. Além da constituição das listas, onde o PSD também deverá atender à sua "clientela", como os presidentes de Câmara que termonam mandato e que certamente terão lugar no Parlamento, casos de Pedro Coelho, Carlos Teles, António Garces e Ricardo Nascimento.
Depois, tem o PS, cuja liderança, não pela pessoa mas pelo perfil do líder e de orientação, têm determinado uma oposição demasiado "leve" para aquilo que seria necessário para atingir os valores de 2019 com Paulo Cafôfo.
O PS-M perde terreno por culpa própria, está a fazer pouco para marcar a diferença e os modelos esgotados de ação política, sendo um pouco idênticos nos partidos, prejudicam mais quem é obrigado a recuperar desvantagem. Um momento para Sérgio Gonçalves e o próprio PS-M refletirem sobre o que fazer nos 11 meses que faltam.
Relativamente ao JPP, que nos parece ser o partido que neste momento mais incomoda o PSD e o Governo, não é de estranhar que possa reforçar a presença parlamentar. Tem marcado, na realidade, alguma diferença de oposição.
Normal, também, as eventuais subidas da IL e do Chega, por motivos diferentes. A IL porque traz uma oposição incisiva, toca em pontos importantes e se calhar seria útil no Parlamento. E o Chega por protesto.
Quanto à CDU e ao BE, normal. Dificilmente terão representação parlamentar, no caso do BE está complicado o regresso, no caso da CDU está complicado manter.



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