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PSD-M não quer nada com Costa e está difícil acordo para o Orçamento de Estado

Foto do escritor: Henrique Correia
Henrique Correia
16 de out. de 2021
2 min de leitura

Se o impasse se mantiver, lá vamos para eleições. Uma crise política e ainda não saímos de uma crise pandémica e, consequentemente, económica.




Era uma mera hipótese, entre muitas que poderiam pesar nas negociações para viabilizar o Orçamento de Estado além do acordo que Costa tem conseguido, nos últimos anos, envolvendo a esquerda, PCP e Bloco.

A não ser assim, porque parece não estar fácil o acordo com o PCP e BE, sendo para já com o PCP a maior aposta de momento para o primeiro-ministro, poderia acontecer um quadro, que já aqui tinhamos colocado, de um voto negociado dos deputados do PSD Madeira ( a par dos 3 votos do PAN e das deputadas únicas, perfazendo 116 deputados), os 3 deputados da estrutura social democrata na Assembleia da República, no sentido de ser encontrada uma solução, pela via da pressão conjuntural do Governo, para acelerar pacotes pendentes de reivindicações para a Madeira, a rápida regulamentação do novo modelo do subsídio de mobilidade, além do ferry, as contas certas do Hospital e a revisão constitucional, sobretudo estes.

Mas também aqui, Miguel Albuquerque, o líder do PSD Madeira, já desfez eventuais dúvidas: os deputados da Madeira vão votar contra o Orçamento de Estado, independentemente da decisão da liderança de Rui Rio, que também já anunciou o mesmo sentido de voto, contra.

Posto isto, e face ao impasse verificado em todo o enquadramento negocial, parece cada vez mais difícil o entendimento. O PCP não cede, o PSD está agora a braços com um processo interno de eleições, com diretas a 4 de dezembro, sendo que para Rangel quanto mais rápido melhor, acha que vai ganhar a Rio, o que não parece difícil em função sa liderança sem chama do PSD, mas também acha que este é o momento para Costa cair, o que não sendo de todo uma estratégia destituída de vir a prodizir resultados, deixa algumas dúvidas sobre se o PSD tem "estofo" suficiente, neste contexto, para chegar e ganhar de "caras". Não é certo que isso venha a acontecer com essa facilidade que se pensa, mesmo que António Costa venha revelando alguma fragilidade em assuntos que envolvem a governação, mas também pelo fracasso da derrota em Lisboa, mais atribuída a Costa so que propriamemte a Medina.

Se o impasse se mantiver, lá vamos para eleições. Uma crise política e ainda não saímos de uma crise pandémica e, consequentemente, económica. Aquilo que os responsáveis pelos partidos dizem quanto a isso, vale pouco porque falta a objetividade da distância na análise, cada um faz a que lhe serve.

Se houver eleições, o PS perde votos, o PSD ganha votos mas não sabe se é suficiente. A tendência, para todos os outros, é perder terreno. E quanto ao PCP nem se fala, está em perda há muito tempo e umas legislativas, agora, podem significar um resultado de menor representatividade parlamentar. O Bloco está um pouco na expetativa, a ber o que dá o negócio com o PCP, e resta saber o que vale, hoje, o CDS. Pouco neste momento e está num quadro de disputa interna. Não se sabe se Nuno Melo chega a tempo de reanimar o partido.

 
 
 

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