PSD-M sozinho elegeu 3 deputados em 2015 e em 2019; CDS-M valia 6%

PS-M elegeu 2 deputados em 2015 e 3 em 2019. O Bloco teve um deputado há sete anos, mas perdeu há três.

As sondagens valem o que valem mas os resultados são o que são, não obstante algumas realidades distintas das verificadas nas Legislaturas anteriores, como por exemplo a coligação PSD/CDS, o Chega com mais força e a Iniciativa Liberal em subida. Em contraciclo está o CDS, que nestas eleições de domingo "foge", no círculo da Madeira, a uma eventual penalização que o partido deverá sentir a nível nacional, a avaliar pelos estudos e pelas sondagens.
Nas últimas duas eleições para a Assembleia da República, o PSD concorreu sozinho e conseguiu eleger 3 deputados, sendo que em 2015 conseguiu uma percentagem de 37,75 e o PS Madeira elegeu dois com 20,90%. O Bloco de Esquerda elegeu um.
Já em 2019, houve mais equilíbrio e tanto PSD-M como PS-M elegeram 3 deputados cada. A percentagem foi de 37,15% para o PSD-M e PS-M 33,41%, uma diferença que pode estar relacionada com um contexto de menor expressão do PSD-M, pelo menos na medida do domínio observado desde sempre, bem como com consequências do efeito Cafôfo numa dinâmica adquirida pelo PS-M, entretanto diluída por uma certa letargia subsequente.
Neste ano de 2019, o CDS surgia como a terceira força política, com 6,05% contra os 6,02% de 2015, onde foi quinto à conta dos 10,66% do BE e dos 6,93% do JPP, que em 2019 teve 5,49%.
Face a este enquadramento das últimas duas eleições, parece praticamente assente que o PSD Madeira, sem grande esforço e muito empurrado pelo efeito Calado no Funchal, apesar de uma lista francamente de reduzida expressão pública, não tão forte como em momentos passados, acabará por conseguir eleger pelo menos 3 deputados, mas até pode chegar ao quarto. E se fosse sozinho era igual, uma vez que o CDS não terá a dimensão que os 6% garantiram nas eleições anteriores. Quase de certeza que o CDS Madeira vale menos do que valia, isoladamente. A coligação veio de certo modo "camuflar" aquela que seria a dimensão nas urnas, sendo previsível que o efeito, na Região, não fosse muito diferente daquele que a liderança nacional deverá obter e que pode constituir, historicamente, um dos piores momentos na história de um partido com história na democracia portuguesa.
O PS-Madeira sofre uma crise interna que não é nada favorável à lista candidata, que também não é nada brilhante na procura de satisfazer sensibilidades, mas que tem em Carlos Pereira, há que reconhecê-lo, um candidato que tem um forte desempenho parlamentar, sendo que relativamente ao PSD-M, esse contraponto até pode ter melhor desempenho atravesde Sara Madruga do que propriamente por Sérgio Marques, foi melhor deputado europeu do que é deputado na República.
Para estas eleições de domingo, existem ainda três dúvidas que podem, de algum modo, alterar as contas relativamente aos pequenos partidos. Ou por protesto ou por alternativa. No primeiro caso o Chega, no segundo o JPP e a Iniciativa Liberal.



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