"PSD não pode cair nas mãos do afecto de Ventura, Passos Coelho".

"Onde anda o Autonomista Marcelo Rebelo de Sousa que, ainda em Julho 96 e então lutador pelas Autonomias insulares, por exemplo, defendeu publicamente uma “especificidade fiscal para a Madeira”?!

Alberto João Jardim não perde uma oportunidade para deixar claro que, nem de perto nem de longe, "morre de amores" por Passos Coelho, há "contas de outro rosário", para trás, aquando da transferência de poder, primeiro no PSD Madeira e depois no Governo. Jardim sentiu manobras internas, durante a ascensão de Albuquerque, associadas a um movimento que, conjunturalmente, juntou "albuquerquistas" e "passistas" naquele período em que era bom, para dar futuro, aniquilar o jardinismo, sobre o qual quase todos "passearam" as suas carreiras políticas sem grande trabalho que não fosse dizer sim a Jardim. E Jardim soube disso e sabe disso. Sentiu-se injustiçado.
Hoje, numa reforma política de bancada, mas ativa, não deixa de emitir opiniões, como aquela que expressa no artigo habitual no JM, onde aborda as presidenciais, sendo curiosamente na parte final onde é mais incisivo, para com Marcelo, mas também para o PSD de Rui Rui, para ambos com críticas, umas vezes mais explícitas do que outras, mas sempre deixando claro que Marcelo deve fazer mais do que já fez. Como de resto, o PSD.
E é neste contexto que adverte: "Quanto ao PSD nacional, já nos próximos dias há que pensar e apresentar propostas, pois não pode continuar assim, nem cair nas mãos do afecto de Ventura, Passos Coelho", sendo este um alerta que tem subjacente um eventual "perigo" do Chega, que parece não ser comungado por Miguel Albuquerque, quando afirmou, publicamente, que o Chega deve ser respeitado, o que pelo menos do ponto de vista formal é verdade, atendendo a que se trata de um partido cobstitucionalmente aceite.
No artigo, Jardim questiona o folgadamente eleito Marcelo: "Onde anda o Autonomista Marcelo Rebelo de Sousa que, ainda em Julho 96 e então lutador pelas Autonomias insulares, por exemplo, defendeu publicamente uma “especificidade fiscal para a Madeira”?!..."O Presidente da República está ciente e “tem unhas” para a necessidade de um Governo de Salvação Nacional após a pandemia, com todos os principais Partidos democráticos, que junte os cacos e nos tire da cauda da Europa onde mergulhámos já antes do COVID?"
Depois das perguntas, uma no cravo, outra na ferradura: "Desejo-Lhe, com toda a minha força anímica, que fique na História como o grande Reformador de Portugal, cinquenta anos após o 25 de Abril, e não como o Presidente da República que foi até agora".
E como Jardim não sabe ser de outra forma, aqui vão outro "recado", que passa pelo seu próprio partido, para alguns do seu partido, pelo menos: "Cá, não passaram de à volta de meia dúzia, somados, do PSD, do PS e do CDS que publicamente apelámos ao voto em Marcelo, dando a cara. Mas, domingo à noite, aquilo é que eram “vencedores”!..



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