Quando o telefone toca...

Proposta do BE impedia a transferência de 476 milhões de euros do Fundo da Resolução destinada ao Novo Banco. Os deputados do PSD-M votaram contra mas uma chamada telefónica mudou para voto a favor

Os deputados madeirenses do PSD Madeira, na Assembleia da República, Sara Madruga da Costa e Paulo Neves, andaram às "aranhas", hoje, no Parlamento. Ou a lição estava mal ensinada ou mal estudada, tanta a confusão sobre o chumbo que passou a aprovação de uma proposta do Bloco que impedia a transferência de 476 milhões de euros do Fundo da Resolução destinada ao Novo Banco. Votaram contra e com isso a proposta era chumbada. Pediram "tempo" e emendaram. O contra, afinal, era a favor.
Errar é humano. Errar em direto, pelas televisões, continua a ser humano, mas é um humano mais popular, mais visto, é como ficar mal na fotografia, ainda por cima de telemóvel na mão, à espera que alguém ensinasse o que não conseguiu antes do debate. Haja um que mande. O terceiro deputado, deve ser Sérgio Marques, que dizem também ter votado, não apareceu nas imagens. Se também estava ao telefone, era longe. Não foi mal pensado.
São coisas que acontecem muito em politica. Às vezes, ficam estas situações expostas, desta forma. Sobretudo quando o telefone toca e os deputados ficam, assim, pequeninos, pequeninos, falando baixinho que até a gente, se calhar, fica incomodados, um dia destes, quando falarem grosso. Vai passar.
Para a história, fica que o parlamento aprovou a proposta bloquista de alteração ao Orçamento do Estado que anula a transferência de 476 milhões de euros do Fundo da Resolução destinada ao Novo Banco, com votos favoráveis do PSD, BE, PCP e PAN.
Quanto ao resto, faz parte. Quem não quer ser lobo...



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