"Quem quer ficar bem na fotografia deve ir para mordomo"

Miguel Albuquerque diz que "acabou o tempo em que os empresários eram apoliticos. Porque os empresários e as associações empresariais têm que intervir, do ponto de vista cívico e político"

Miguel Albuquerque foi hoje à apresentação da Rede Global da Diáspora, na sede da ACIF, onde fez uma crítica às associações empresariais que têm andado em conciliação com forças anti-empresas. E deixa um recado: "Quem quer ficar bem na fotografia, não deve assumir responsabilidades, deve ir para mordomo". E por aqui se ficou, e já não foi pouco, porque como disse "não quero ser politicamente incorreto". Mas, na realidade, não se ficou por ali, havia de dizer mais.
Mesmo assim, defende que "é preciso aproveitar a rede das associações empresariais no sentido de lutar em defesa das empresas. Meus caros, acabou o tempo em que os empresários eram apoliticos. Porque os empresários e as associações empresariais têm que intervir, do ponto de vista cívico e político, para defenderem os direitos das empresas e dos empresários. Não é para fazer conferências de imprensa a dar beijos ao poder. Os empresários têm que alinhar, de uma vez por todas, num lobby. Essa história se ser apolitico e querer estar bem com Deus e com o Diabo, não vai funcionar. Temos 30 anos disto".
Albuquerque disse que a Madeira deve ser competitiva, atrativa do ponto de vista fiscal, revelando ser intenção do Governo garantir um regime fiscal próprio na revisão da Lei de Finanças Regionais, assegurando que neste momento a Madeira já atingiu praticamente o limite da redução fiscal no âmbito das suas competências.
O presidente do Governo alerta para o perigo de nos estarmos a atrasar na transição para a economia digital, cujas empresas, na Madeira, já têm um volume de negócios à volta dos 350 milhões (por comparação o turismo tem 500 milhões).
No que se prende com a Diáspora, Albuquerque diz, também, que nada é ckmo dantes. Tem a saudade, os pais são daqui, mas há novas gerações e é preciso incentivar investimentos atrativos.
Relativamente à Rede Global da Diáspora,
trata-se de um projeto promovido pela Fundação AEP, que tem por objetivo aproximar as PME portuguesas com a Diáspora Portuguesa, através de uma plataforma digital que promove o relacionamento dos portugueses espalhados pelo mundo entre si, e entre estes e as PME portuguesas, com o objetivo de os transformar em verdadeiros embaixadores e promotores da oferta nacional.



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