Quem trabalha no turismo olha o futuro com apreensão

D. Nuno Brás aborda o tema férias e lembra-se dos que estão sem trabalho

D. Nuno Brás, o Bispo do Funchal, sobe este sábado ao Monte trazendo uma mensagem de tempo novo, de um tempo com Deus, como há dias escreveu numa mensagem onde deixa a interrogação sobre aas férias, remetendo um "sinal de esperança "para meio de agosto, agora, o sinal da "Virgem Maria, Senhora da Assunção, Senhora do Monte".
Mas o líder da Igreja Madeirense não se ficou pela parte espiritual, disse que, este ano, "as férias vão ser diferentes", não esquecendo de tocar num dos assuntos mais sensíveis resultantes da paragem provocada pela Covid-19, o turismo: "Para um grande número, que vivia estes meses a trabalhar em instituições ligadas ao turismo, o tempo de Verão será, infelizmente, sem trabalho. Vão olhar para o futuro com apreensão".
Outros, lembra D. Nuno Brás, "são aqueles que vão ficar em casa porque a pandemia os impede de sair. Terão que se contentar com um tempo de repouso cá dentro, talvez com uma ou outra deslocação a lembrar a normalidade que tarda em chegar. As férias num qualquer destino estrangeiro vão ficar à espera de uma vacina que nos liberte deste maldito coronavirus. Adiadas para o próximo ano, se a economia permitir".
D. Nuno Brás referiu que "é um tempo a pensar mais nos outros que em nós, contrariando o conceito de férias que por aí anda divulgado. Um tempo para a “pandemia do amor”, como convida o Papa Francisco".



Comentários